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História

 O Grupo Progresso de Comunicação recebeu a doação de parte de um exemplar do Jornal Diário de Notícias, publicado 7 de maio de 1968. O material foi entregue à direção do Grupo por Gerson Vargas da Silva.


 Por mais de 25 anos Gerson guardou consigo o suplemento encartado na edição do jornal da Capital do Estado. Sabendo da importância histórica do material resolveu doá-lo para o acervo do Grupo Progresso. “ Resolvi fazer essa doação para que as pessoas tenham a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre nossa história. ”Antes de chegar às mãos de Gerson, o suplemento esteve em posse do sogro dele, hoje falecido, Osvino Löder.

  

 As páginas do suplemento relatam o desenvolvimento do município que acabara de completar 95 anos de emancipação política. Os textos são de autoria dos jornalistas Ênio Rockenback E Severino Grechi.

 Gerson espera que sua atitude incentive outras pessoas a doarem materiais que estejam “esquecidos” em algum armário ou estante de casa.

 O GPC busca material para o seu Museu da Comunicação Montenegrina, que será implantado num futuro próximo.

 Hoje em dia é possível comunicar-se de forma rápida e clara com pessoas de qualquer parte do mundo através da internet. Mas, há pouco tempo, isso não era tão fácil assim.

 

 As cartas sempre fizeram o papel de ligação entre pessoas separadas pela distância. Com notícias boas, ou nem tanto assim, elas estreitaram relações ao longo de muitos séculos.


Na última década dos 1990, por exemplo, o Jornalista e Radialista João Carlos Fabrazil teve a oportunidade de sentir o carinho dos ouvintes, das emissoras onde trabalhou, por meio desse tipo de correspondência. Cartas datilografadas, escritas a mão e cartões postais chegavam às rádios Gaúcha e CBN de Porto Alegre como forma de avisar as equipes das emissoras que suas programações estavam ultrapassando barreiras.


 Com a internet é possível conectar-se com praticamente todas as rádios existentes. Mas naquela época era preciso improvisar para captar o sinal. João Carlos explica que as famílias europeias costumavam montar grandes antenas para conseguir acompanhar a programação. Quando conseguiam ouvir os programas, enviavam mensagens por meio de cartas avisando sobre o feito.


 Até hoje o radialista guarda correspondências vindas de locais como Finlândia, Johanesburgo, Itália , Nova York e outras. Para ele que no início da carreira não acreditava que um dia iria comunicar em uma emissora de grande abrangência, a experiência de ver que pessoas de várias partes do mundo acompanhavam seu trabalho foi algo marcante. “É uma alegria muito grande receber correspondências, seja da cidade que for”, comenta João Carlos.


 Das correspondências Fabrazil extraiu alguns dos selos internacionais que compõem sua coleção, mas essa é uma outra história