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Mundo


Este texto é uma continuação do artigo “100 anos do Milagre do Sol”. Para ler a primeira parte, clique em:


100 ANOS DO MILAGRE DO SOL


O significado do Milagre do Sol


Para o povo mais simples, o milagre se resume em bem menos palavras. Simplesmente, “o sol dançou”. Mais do que descrever fisicamente o fenômeno, o que interessava à maioria das pessoas era o que não se podia ver, mas que ficara patente por aquela portentosa obra que eles tinham diante dos olhos: Nossa Senhora verdadeiramente apareceu a três humildes pastorinhos em Fátima.

 

A Lúcia, Jacinta e Francisco, de fato, foi dada uma visão bem mais abrangente da realidade. Eles declararam sobre a Virgem Maria:


“…abrindo as mãos, fê-las refletir no sol. E enquanto que se elevava, continuava o reflexo da Sua própria luz a projetar-se no sol (…) Desaparecida Nossa Senhora, na imensa distância do firmamento, vimos, ao lado do sol, São José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul”.


Na última aparição da Virgem de Fátima, portanto, brilha perante os videntes a imagem da Sagrada Família de Nazaré!


Esse fato pode indicar que “o confronto final entre o Senhor e o reino de Satanás dirá respeito diretamente à família e ao matrimônio”. Quando o caminho ordinário de santificação da humanidade, que é o casamento, se encontra obstruído pela produção desenfreada da pornografia e pela popularização dos “pecados da carne” (que, segundo resposta da própria Virgem Maria à pequena Jacinta, constituem a classe de pecados que mais ofende a Deus), o resultado só pode ser uma perda incalculável de almas (realidade a que a Mãe de Deus já tinha aludido, quando deu às mesmas crianças a visão do inferno).


Naquele 13 de outubro, a Virgem Santíssima tinha um pedido especial, que ficaria gravado no coração dos pastorinhos:


“Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido”.


Aos observadores mundanos, tal recado poderia parecer “arcaico” ou “irrealista”: um “espírito” que vem dos céus para falar de “pecado”? Em que século a autora dessas aparições acha que estamos? Pois bem, é justamente no século XX que Nossa Senhora aparece, e é a mesma mensagem de dois mil anos atrás que ela carrega consigo: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2, 5).


Acontece que os tempos mudaram, sim, mas o ser humano continua o mesmo. E os perigos que rondavam a humanidade na época de Cristo não mudaram. Para ser católico e seguir Jesus, nada mais elementar que o apelo de Fátima: “Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor”.


O Milagre do Sol não apenas confirmou as aparições de Maria em Fátima: ele também visa realizar um milagre muito maior e mais extraordinário que qualquer outro: a salvação das almas, a conversão dos pecadores; “para que todos acreditem” em Jesus e, acreditando, tenham a vida eterna.(Aleteia)

Segunda, 16 Outubro 2017 19:54

Por que tenho tanto medo de dizer o que eu penso?

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Creio que, às vezes, a opinião dos outros importa muito para mim. Para o psicólogo Solomon Asch, “a conformidade é o processo por meio do qual os membros de um grupo social mudam seus pensamentos, decisões e comportamentos para se ajustar à opinião da maioria.”


Em 1951, Asch realizou estudos de conformidade com o grupo com estudantes de várias classes. Na pesquisa, demonstrou-se o poder que o grupo tem para condicionar as respostas dos estudantes. Diante de uma verdade evidente, eles optavam por aquilo que a maioria dizia. Mesmo que a resposta não fosse correta.
A pressão da sociedade parece um obstáculo insuperável. Eu padeço da síndrome de Solomon; tomo decisões e adoto comportamentos para evitar me sobressair ou me destacar dentro de um grupo. Às vezes, me nego a sair do caminho trilhado pela maioria.


Não quero chamar a atenção, não quero me destacar. De forma inconsciente, temo me sobressair em excesso por medo de que minhas virtudes e sucessos ofendam os outros. Ou por medo de ser criticado se eu fracassar ou algo der errado.


Essa atitude é um manifesto do lado obscuro da minha condição humana. Revela minha falta de autoestima e de confiança em mim mesmo. Acabo pensando que meu valor como pessoa depende do quanto os outros me valorizam.


Ao ler sobre essa síndrome, pensei nas vezes em que deixei de fazer alguma coisa por medo de chamar a atenção. Calo a minha opinião, oprimo minha força e consinto com os que impõem seus juízos. No fim, me adapto e digo que penso o que os outros pensam, embora não seja verdade o que eles dizem.


Eu vejo que a realidade não é como os outros mostram, mas acabo assumindo como verdadeiro o que me parece falso. É o medo de ficar fora do grupo, de um entorno que protege, dos amigos que cuidam de mim. O medo de expor em público, o medo das críticas, das acusações e difamações. A opinião dos outros sobre o mim me importa muito. E eu me protejo. Por isso, não quero chamar a atenção. Escondo-me no mais profundo da massa.


Dizia P. Kentenich: “uma olhada na vida atual mostra como é difícil encontrar homens verdadeiramente livres nos diversos setores da população. A maioria são vis escravos e covardes, massificados, pessoas para quem a verdade já não é mais a adequação do entendimento ao objeto, mas a adaptação do entendimento com o apetite sensitivo”.


Assumo como verdade o que não é verdade. E o proclamo como minha bandeira, para que não me excluam do grupo que me protege. Deixo, então, de dar o que tenho. Por medo. Deixo de dizer o que penso para não destoar. Deixo de fazer o que quero para fazer o que os outros esperam que eu faça. Deixo de falar. Meu silêncio me acusa. Deixo de olhar e me escondo. Deixo de caminhar e me detenho.

Tenho medo que os outros me julguem. Não quero a reprovação. Não quero que me deixem sozinho. Não quero a crítica nem o juízo. É fácil criticar e condenar o que não pensa como eu. É fácil acabar com sua fama e denegri-lo. Isso é o que me dá medo.


Dizia o Papa Francisco: “A necessidade de falar mal do outro indica uma baixa autoestima, ou seja, eu me sinto tão em baixo que, em vez de subir, abaixo o outro. É saudável esquecer rápido o negativo”.


A crítica surge de um coração imaturo, insatisfeito, sem paz, que se sente inferior. Nasce de um coração ferido. E há muitos corações assim. Vejo que isso também acontece comigo quando critico, quando julgo e condeno para que eu fique por cima.


Quero que os outros se adaptem ao que eu penso. Ajam como eu. Estejam onde eu estiver e sigam os meus passos. Pretendo exigir que os outros o façam, claro, com liberdade. Que digam que são livres, mesmo isso não seja verdade. Não me pergunto o que eles querem fazer de verdade, o que pensam, em que acreditam.
Talvez seja minha baixa autoestima que manda em minhas decisões. Não quero que saibam e conheçam meu coração tão frágil. Não quero que vejam minha fraqueza. Talvez seja esse medo do ridículo que me paralisa. O medo de seguir caminhos solitários.


E se tenho que dizer o que penso? Não sei. Me dá medo esse valor exagerado, que pode ter consequências desagradáveis para mim. Não quero ter medo de dizer o que penso e sinto. Mas tenho. Quero falar sobre o que acredito. Da fé que move minha vida. Se o medo de travar, não serei eternamente livre, plenamente homem. ( Aleteia)

Segunda, 16 Outubro 2017 10:46

100 anos do Milagre do Sol realizado em Fátima

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Um milagre que até hoje assombra a ciência


Milagre é um acontecimento sobrenatural, ou seja, acima do natural: ele contraria as leis da natureza e a ciência não consegue explicá-lo, por mais que os cientistas analisem, reanalisem e debatam. Há relatos de milagres em praticamente todas as religiões, e, ao longo do tempo, a ciência desmentiu muitos deles. Outros, porém, continuam inexplicáveis e assombrosos, como estes que foram listados pelo site Live Science – e é particularmente chamativo que todos eles são milagres cristãos e 6 deles envolvem Nossa Senhora!


O primeiro dos milagres listados pelo Live Science é este, ocorrido em 13 de outubro de 1917 em presença de nada menos que 70 mil pessoas, incluindo jornalistas: eles testemunharam o milagre que já tinha sido anunciado pelas três crianças a quem Nossa Senhora havia aparecido.


Ao meio-dia, depois de uma forte chuva que parou de repente, as nuvens se abriram diante dos olhos de todos e o sol surgiu no céu como um disco luminoso opaco, que girava em espiral e emitia luzes coloridas. O fenômeno durou cerca de 10 minutos e está na lista oficial de milagres reconhecidos pelo Vaticano.


Os céticos tentam atribuir o evento ao fenômeno atmosférico do parélio, mas sem provas e, principalmente, sem explicar como foi que as crianças o “previram”.


Aliás, este é um dos aspectos mais impressionantes deste milagre, embora todo ele seja impressionante: os milagres documentados ao longo da história aconteceram de modo inesperado, enquanto este constitui uma peculiaríssima exceção como grande milagre anunciado por Nossa Senhora com semanas de antecedência.


Nossa Senhora apareceu resplandecente aos pastorinhos de Fátima pela primeira vez no dia 13 de maio de 1917. As aparições continuaram nos sucessivos meses, sempre no dia 13, até o mês de outubro do mesmo ano.


Lúcia, Francisco e Jacinta eram os três pastorinhos que estavam brincando num lugar chamado Cova da Iria, em Fátima, Portugal. De repente, observaram dois clarões como de relâmpagos e em seguida viram, sobre a copa de uma pequena árvore chamada azinheira, uma Senhora de beleza incomparável. Era uma “Senhora vestida de branco, mais brilhante que o sol, irradiando luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente“.


Sua face, indescritivelmente bela, não era nem alegre e nem triste, mas séria, com ar de suave alerta. As mãos juntas, como rezando, apoiadas no peito, e voltadas para cima. Da sua mão direita pendia um rosário. As vestes pareciam feitas somente de luz. A túnica e o manto eram brancos com bordas douradas, que cobria a cabeça da Virgem Maria e lhe descia até os pés. Lúcia jamais conseguiu descrever perfeitamente os traços dessa fisionomia tão brilhante.


Com voz maternal e suave, Nossa Senhora tranquilizou as três crianças, dizendo:


“Não tenhais medo. Eu não vos farei mal. Vim para pedir que venhais aqui seis meses seguidos, sempre no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Em seguida, voltarei aqui ainda uma sétima vez”.


Ao pronunciar estas palavras, Nossa Senhora abriu as mãos, e delas saía uma intensa luz. Os pastorinhos sentiram um impulso que os fez cair de joelhos e rezaram em silêncio a oração que o Anjo havia lhes ensinado:


“Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente e ofereço-vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores”.


Passados uns momentos, Nossa Senhora acrescentou:


“Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra”.


13 de outubro: finalmente, vem o milagre do sol!


Na aparição do dia 13 de setembro, Nossa Senhora havia anunciado aos três pastorinhos de Fátima:


“Em outubro farei o milagre, para que todos acreditem”.


O “Milagre do Sol”, como ficou conhecido esse impressionante evento sobrenatural testemunhado por 70.000 pessoas, transformou o que era uma mera “revelação privada” em um autêntico apelo de Cristo à Sua Igreja. Não só o conteúdo da mensagem de Fátima dizia respeito à Igreja do mundo inteiro como a sua própria comprovação se deu publicamente, de maneira extraordinária: no dia 13 de outubro de 1917, “o sol dançou” diante de mais de 70.000 homens e mulheres, pobres e abastados, sábios e ignorantes, crentes e descrentes.


É bem conhecido o depoimento do Dr. José Maria de Almeida Garrett, eminente professor de ciências de Coimbra, sobre o que aconteceu naquele dia:


“…[O sol] girou sobre si mesmo num rodopio louco (…) Houve também mudanças de cor na atmosfera (…) O sol, girando loucamente, parecia de repente soltar-se do firmamento e, vermelho como o sangue, avançar ameaçadoramente sobre a terra como se fosse para nos esmagar com o seu peso enorme e abrasador (…) Tenho que declarar que nunca, antes ou depois de 13 de outubro, observei semelhante fenômeno solar ou atmosférico”.(Aleteia)

Vinte agricultores indianos morreram e centenas tiveram que ser hospitalizados por terem inalado um pesticida muito tóxico pulverizado em suas culturas, informaram autoridades locais, ressaltando a falta de medidas de segurança nesta área do país.


Esses agricultores do estado de Maharashtra, uma das regiões agrícolas mais importantes da Índia, morreram após a aplicação do pesticida sem o uso de equipamento de proteção apropriado.


“Vinte agricultores estão mortos e centenas estão recebendo tratamento médico. Cerca de 50 deles estão em estado crítico”, declarou Kishore Tewari, porta-voz de um grupo destacado pelo governo estadual para ajudar os agricultores.


A primeira morte foi registrada em agosto, e o número aumentou em setembro, de acordo com fontes locais.


Ativistas denunciam a falta de regulamentação do uso de pesticidas e as deficiências em fornecer aos agricultores equipamentos de proteção adequados.
(AFP)(Aleteia)

O êxodo dos rohingyas de Mianmar ultrapassou, nesta quinta-feira (28/9), o número simbólico de 500 mil refugiados em Bangladesh desde o final de agosto, segundo a ONU, que não conseguiu acessar a zona como estava previsto.


Pela primeira vez desde o início da nova onda de violência, representantes das Nações Unidas visitariam hoje o estado birmanês de Rahhine (oeste), o mais afetado pela crise. No último minuto, o governo adiou essa visita, porém, evocando oficialmente o mau tempo na região.


O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu novamente nesta quinta a Mianmar um “cessar das operações militares” no oeste do país e “um acesso sem obstáculos para a ajuda humanitária”, especialmente dirigida à minoria rohinya.


Durante um comparecimento no Conselho de Segurança, reunido em uma sessão pública pouco habitual sobre Minamar, Guterres pediu também ao governo birmanês “assegurar o retorno em segurança, voluntário, digno e duradouro” a suas regiões de origem dos refugiados que fugiram para Bangladesh.


“A realidade no terreno pede uma ação – uma ação rápida – para proteger as pessoas, atenuar o sofrimento, impedir mais instabilidade, ocupar-se das raízes do problema e assegurar uma solução duradoura”, informou o secretário-geral das Nações Unidas.


A situação se tornou “um pesadelo humanitário e no âmbito dos direitos humanos”, destacou.


Em alusão a testemunhos que dão conta de um “recurso excessivo à violência e sérias violações dos direitos humanos”, “disparos a ermo”, uso “de minas” e “violências sexuais”, o chefe da ONU destacou que isso é “inaceitável” e deve “parar imediatamente”.


Enquanto isso, Bangladesh testemunhava uma nova tragédia migratória.


Uma embarcação com refugiados que zarpou na noite de quarta-feira (27/9) de uma aldeia costeira de Rakhine naufragou perto de chegar à margem. Quinze corpos foram encontrados, principalmente de mulheres e crianças.


“Eles afundaram sob nossos olhos e, alguns minutos depois, as ondas trouxeram os corpos até a praia”, relata Mohammad Sohel, um comerciante.


Sobrevivente do naufrágio, Nurus Salam estava aos prantos, depois de perder sua mulher e um filho.


“O barco atingiu algo quando se aproximava da praia e, então, ele virou”, conta, em estado de choque, a um repórter da AFP.


– Guerra de informação –


Minoria muçulmana do oeste de Mianmar, os rohingyas fogem de uma campanha de repressão conduzida pelo Exército birmanês após ataques de jovens rebeldes desse grupo, em 25 de agosto passado.


A ONU considera que o Exército birmanês e as milícias budistas conduzem uma limpeza étnica contra esta comunidade no estado de Rakhine.


O êxodo dos rohingyas para Bangladesh, uma nação pobre do sul da Ásia de maioria muçulmana, paralisou o país.


Nos gigantescos campos de refugiados ao longo da fronteira, as autoridades e as ONGs estão sobrecarregadas pela maré humana e se preocupam cada vez mais com os riscos para a saúde. As condições atuais são propícias para o aparecimento de surtos de cólera, disenteria, ou diarreia.


Em Rakhine, do lado birmanês, dezenas de aldeias foram reduzidas a cinzas, e milhares de rohingyas estariam deslocados, ou escondidos nas florestas, sobrevivendo com pouca comida e sem ajuda médica.


Alvo de críticas, Mianmar denuncia um viés pró-Rohingya da comunidade internacional e destaca os quase 30.000 budistas e hindus que também foram deslocados desde o final de agosto, em razão da crise.


Com grande dificuldade, a líder birmanesa, Aung San Suu Kyi, tenta preservar um equilíbrio frágil com um Exército muito poderoso. Em discurso na semana passada, a Prêmio Nobel da Paz garantiu estar aberta a um retorno dos refugiados, mas de acordo com critérios que permanecem ambíguos.


Maior população apátrida do mundo, os rohingyas são tratados como estrangeiros em Mianmar, um país mais de 90% budista. Vítimas de discriminação, não podem viajar, nem se casar sem autorização. E não têm acesso ao mercado de trabalho, ou a serviços públicos, como escolas e hospitais.


Os recém-chegados em Bangladesh se somam aos 300 mil refugiados rohingyas que já haviam buscado abrigo no país em outros episódios de violência e perseguição.


Reconhecendo suas limitações diante dessa crise humanitária, Daca relaxou suas restrições às ONGs e autorizou 13 organizações nacionais e internacionais a atuarem nos acampamentos por uma janela máxima de dois meses. (AFP)(Aleteia)

Segunda, 09 Outubro 2017 18:40

Papa: arrependimento, chave para superar a hipocrisia

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A palavra-chave para “superar a hipocrisia, a duplicidade de vida, o clericalismo que acompanha o legalismo” é o arrependimento, “que permite não enrijecer-se, de transformar os “nãos” a Deus em “sim”, e os “sim” ao pecado em “não” por amor do Senhor”.


Com a celebração eucarística no Estádio de Ara, em Bolonha, o Papa concluiu sua visita pastoral iniciada na manhã deste domingo, recordando que a Palavra de Deus, que é uma Palavra viva, “penetra a alma e traz à luz os segredos e as contradições do coração” e que nunca devemos esquecer os alimentos-base que sustentam o nosso caminho: “a Palavra, o Pão, os pobres”.


Francisco desenvolveu a sua homilia inspirando-se na parábola dos filhos que, ao pedido de seu pai para irem a sua vinha, um responde não, mas depois vai, enquanto o segundo diz sim, mas não vai.


“Existe uma grande diferença – observou o Papa – entre o primeiro filho, que é preguiçoso, e o segundo, que é hipócrita”. No coração do primeiro, “ainda ressoava o convite do pai”, enquanto no do segundo, “não obstante o sim, a voz do pai estava sepultada”:


“A recordação do pai despertou o primeiro filho da preguiça, enquanto o segundo, mesmo conhecendo o bem, negou o dizer com o fazer. De fato, tornou-se impermeável à voz de Deus e da consciência e assim havia abraçado sem problemas a duplicidade de vida”.


Pecadores em caminho ou pecadores sentados


Com esta parábola – explica o Papa – Jesus coloca dois caminhos diante de nós, “que nem sempre estamos prontos para dizer sim com as palavras e as obras, porque somos pecadores”:


“Mas podemos escolher ser pecadores em caminho, que permanecem na escuta do Senhor e quando caem se arrependem e se reerguem, como o primeiro filho; ou pecadores sentados, prontos a justificar-se sempre e somente em palavras, segundo o que convém”.


Chefes religiosos da época se assemelhavam ao filho de vida dupla


Jesus dirige esta parábola – explicou Francisco – a alguns chefes religiosos da época “que se assemelhavam ao filho de vida dupla, enquanto as pessoas comuns se comportavam frequentemente como o outro filho”:


“Estes chefes sabiam e explicavam tudo, em modo formalmente irrepreensível, como verdadeiros intelectuais da religião. Mas não tinham a humildade de escutar, a coragem de interrogar-se, a força de arrepender-se”.


E Jesus os repreende de forma severa, dizendo que até mesmo os publicanos – que eram corruptos traidores da pátria – os precederiam no reino de Deus.
O problema destes chefes religiosos – observa o Papa – é que erravam no modo de viver e pensar diante de Deus:


“Eram, em palavras e com os outros, inflexíveis custódios das tradições humanas, incapazes de compreender que a vida segundo Deus é ‘em caminho’, que pede a humildade de abrir-se, arrepender-se e recomeçar”.


Superar a hipocrisia, a duplicidade de vida, o clericalismo que acompanha o legalismo


Isto nos ensina – ressaltou o Pontífice – que não existe uma vida cristã decidida numa conversa ao redor duma mesa, “cientificamente construída, onde basta cumprir alguns ditames para aquietar a consciência”:


“A vida cristã é um caminho humilde de uma consciência nunca rígida e sempre em relação com Deus, que sabe arrepender-se e entregar-se a Ele nas suas pobrezas, sem nunca presumir bastar-se a si mesma. Assim, são superadas as edições revistas e atualizadas daquele antigo mal, denunciado por Jesus na parábola: a hipocrisia, a duplicidade de vida, o clericalismo que acompanha o legalismo, a separação das pessoas”.


Arrependimento


Neste sentido, disse o Papa, a palavra-chave é “arrepender-se”:


“É o arrependimento que permite não enrijecer-se, de transformar os “nãos” a Deus em “sim”, e os “sim” ao pecado, em “não”, por amor ao Senhor. A vontade do Pai, que a cada dia delicadamente fala à nossa consciência, se realiza somente na forma de arrependimento e da conversão contínua. Definitivamente no caminho de cada um existem duas estradas: ser pecadores arrependidos ou pecadores hipócritas”.


Puros de coração e não puros por fora


O que realmente conta – afirma Francisco, “não são os raciocínios que justificam e tentam salvar as aparências, mas um coração que avança com o Senhor, luta a cada dia, se arrepende e retorna para Ele. Porque o Senhor busca puros de coração, não puros “por fora’”.


Relação entre pais e filhos


A parábola é atual e diz respeito também às relações, “nem sempre fáceis, entre pais e filhos”:


“Hoje, na velocidade das transformações uma geração e outra, se constata mais forte a necessidade de autonomia do passado, às vezes até mesmo com a rebelião. Mas após os fechamentos e os longos silêncios de um lado ou de outro, é bom recuperar o encontro, mesmo se ainda habitado por conflitos, que podem tornar-se um estímulo de um novo equilíbrio”.


Assim como na família – completa o Santo Padre – “também na Igreja e na sociedade nunca se deve renunciar ao encontro, ao diálogo, em buscar novas vias para caminhar juntos”.


Três “Pês”: Palavra, Pão, pobres


Para concluir sua visita pastoral, o Papa quis deixar três pontos de referência, três “P” sobre como ir em frente no caminho da Igreja: a Palavra, o Pão, os pobres.
A Palavra – explicou – “é a bússola para caminhar humildes, para não perder a estrada de Deus e cair na mundanidade”.


A segunda é o Pão, “o Pão Eucarístico, porque tudo começa a partir da Eucaristia. É na Eucaristia que se encontra a Igreja: não nas conversas e nas crônicas, mas aqui, no Corpo de Cristo partilhado por pessoas pecadoras e necessitadas, que porém se sentem amadas e então desejam amar (…). Este é o início irrenunciável do nosso ser Igreja”.


Por fim, o terceiro “P”, os pobres:


“Ainda hoje, infelizmente, para tantas pessoas falta o necessário. Mas existem também tantos pobres de afeto, pessoas sozinhas, os pobres de Deus. Em todos eles encontramos Jesus, porque Jesus no mundo seguiu o caminho da pobreza, do aniquilamento”.


“Da Eucaristia aos pobres vamos encontrar Jesus”, disse Francisco, que recordou as palavras que o Cardeal Lecaro amava ver escritas no altar: “Se partilhamos o pão do céu, como não partilhar o terrestre?”.


E o Papa conclui, exortando-nos a pedir a graça de nunca esquecermos “estes alimentos-base, que sustentam o nosso caminho”: a Palavra, o Pão, os pobres.(Rádio Vaticano)

Sexta, 06 Outubro 2017 11:48

Mártires de hoje

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13 fatos arrasadores sobre o martírio de católicos no Oriente Médio


1 – Em pleno século XXI, há cristãos sendo martirizados TODOS OS DIAS.

 

2 – Os cristãos que enfrentam o fundamentalismo islâmico estão diariamente preparados para morte.

 

3 – Os cristãos não morrem insultando; morrem sorrindo, perdoando.

 

4 – A única luta que eles temem é o pecado, a luta contra o pecado é a única luta que eles travam.

 

5 – Eles têm os olhos no céu, estão decididos a colocar sua felicidade na vida eterna. Até brincam com o tema da morte: “Será que terei a cabeça cortada, serei picadinho, metralhado, queimado?”.

 

6 – As mães preparam seus filhos desde muito cedo para o martírio.

 

7 – Muitos destes cristãos são CRIANÇAS QUE ENFRENTAM O MARTÍRIO SEM MEDO E NÃO RENEGAM A FÉ. “Não tenha medo”, disse Cristina, de 13 anos, à sua mãe quando viu os terroristas armados entrando na Igreja. Todos os presentes foram mortos, somente a mãe da garotinha sobreviveu após se fingir de morta por 4 horas deitada sobre poças de sangue com cadáveres em suas costas, inclusive o da própria filha.

 

8 – A mãe de Cristina passou muito tempo em meio ao sofrimento até que teve um sonho no qual viu Jesus sorrindo e lhe mostrando seu coração; no lugar do coração ela viu Cristina.

 

9 – Muitos cristãos são crucificados em praças públicas, apanham de todos os que se aproximam até a morte.

 

10 – Sempre que se reúnem para Santa Missa sabem que pode ser pela última vez. Cantam sempre bem alto e forte para abafar o som das bombas que constantemente caem perto das igrejas durante as celebrações. Os terroristas costumam invadir as missas e atirar em todos os presentes.

 

12 – Estão acostumados a ver milagres em série: um jovem sírio cristão foi sequestrado. Ele estava amarrado e passou uma semana sem comer. Quando estavam a ponto de matá-lo, ele se encomendou ao arcanjo São Miguel, e movendo seus braços, arrebentou as correntes como se fossem papel.

 

13 – O sangue desses mártires grita conosco. O tempo é curto, vamos parar de fazer o mal e trabalhar para sermos santos.

 

Relatos retirados do testemunho da Irmã Guadalupe e do Padre Luis Monte, missionários do Instituto do Verbo Encarnado, no Oriente Médio.

 

Vídeo com testemunho completo e mais fatos impressionantes:


https://youtu.be/Nbyghue6zZs
(via Família Católica)Foto: Agencia Ecclesia

“Tente e doe a si mesmo. Se você conseguir encontrar um equilíbrio entre dar e receber, você levará sua vida a um nível muito mais alto”, diz Dominique Prince de La Rochefoucauld-Montbel.
Konrad Sawicki: Quem é o Grão Hospitalário da Ordem de Malta?
Dominique de La Rochefoucauld-Montbel: Historicamente, a Ordem dos Cavaleiros do Hospital de São João de Jerusalém desde o início empregou uma pessoa encarregada de um hospital, hospício ou hospedagem de peregrinos. Seu trabalho era cuidar de peregrinos e pessoas doentes e oferecer-lhes hospitalidade.
Esta mesma função está perfeitamente alinhada com o chamado principal da Ordem de Malta, isto é, fornecer hospitalidade e acompanhar os necessitados.
Isso não mudou até agora. Cada estrutura local da Ordem em todo o mundo tem seu hospitalário, que é responsável por atividades sociais e médicas. A posição do Grão Hospitalário da Ordem, membro do governo da Ordem, traduz-se em termos contemporâneos como um Ministro da Saúde.
O que a Ordem de Malta faz hoje?
Nossas atividades não podem ser resumidas em algumas frases. No entanto, devemos indicar que a Ordem está atualmente envolvida em cerca de 2.000 projetos em pelo menos 120 países em todo o mundo. Há cerca de 100 mil voluntários trabalhando para nós e mais de 25 mil funcionários permanentes. Estes são apenas números, mas eles demonstram a escala de nossas operações.
Estamos falando aqui de atividades como, por exemplo, administração de hospitais, bem como casas para idosos e pessoas com deficiência. Podemos, além disso, apontar o nosso trabalho social em favor de desabrigados e refugiados e atividades educacionais, envolvendo administração de escolas. Na África, por exemplo, a Ordem participa de campanhas abrangentes de combate à AIDS, tuberculose, malária e lepra.
Estamos presentes na Polônia, também [o Grão Hospitaleiro concedeu esta entrevista à edição polonesa da Aleteia, N. do T.]. Nós temos nossas casas e projetos, fornecendo, por exemplo, serviços de assistência e de resgate médico. Durante o chamado Maidan, na vizinha Ucrânia, transferimos muitas vítimas para tratamento na Polônia.
Eu me lembro do projeto; foi amplamente coberto pelos meios de comunicação poloneses. Isso me faz lembrar de outro exemplo da presença significativa da Ordem na Polônia: durante a Segunda Guerra Mundial, houve um hospital maltês na capital da Polônia, que desempenhou um papel especialmente significativo durante a revolta de Varsóvia de 1944.
Correto, isso é verdade. Há algum tempo visitei a região italiana de Trento, onde tivemos um hospital com duzentos leitos durante a Segunda Guerra Mundial. É assim que servimos.
Quando visitei pela última vez a Polônia, tive o prazer de participar de uma solene celebração de oferecimento de um ambulatório para um grupo de resgate. Esta é a missão da nossa Ordem.
Como se pode tornar um Cavaleiro da Ordem de Malta hoje?
Eu responderei que isto é serviço, serviço e, mais uma vez, serviço. Se você realmente deseja servir, você tem a chance de se tornar um membro desta organização única. Nós administramos hospitais na África e participamos de reuniões da ONU. Eu mesmo falei na ONU sobre a questão da migração.
Em outras palavras, quando você serve como, por exemplo, um voluntário da nossa Ordem, passo a passo você estará se tornando um membro da família. Quando você entra nesta família, você quer participar mais e mais. Tudo, então, começa com o serviço, com o trabalho voluntário. Mais tarde, um dia, embora este não seja o caminho a que cada pessoa é chamada, você percebe que gostaria de se comprometer ainda mais com essa vocação. Também no nível pessoal, familiar e profissional. Sua fé é de primeira importância aqui: você vive sua fé e a desenvolve no serviço em favor do outro ser humano.
Vemos Cristo nos doentes e no sofrimento. Nós o vemos nos refugiados. O Evangelho diz: “Eu estava com fome, e você me deu de comer; Eu estava com sede, e você me deu de beber”… Esta é a essência de um membro da Ordem de Malta.
Se você anseia por essa forma de vida, você pode entrar na nossa formação e se tornar um membro da Ordem. Este caminho significa que você está envolvido em atividades pelo bem da Igreja e presta assistência aos doentes e aos indigentes. Tudo isso deve ser feito com muita oração diária.
E do ponto de vista espiritual?
Isso se assemelha um pouco a viajar de trem: às vezes você viaja na primeira classe, outras vezes na segunda ou na terceira classe, o que corresponde ao um nível de conforto decrescente. No entanto, para os Cavaleiros de Malta, a ordem é invertida, quanto mais perto você chegar da primeira classe, menos conforto você terá e mais serviço precisará oferecer.
A adesão à Ordem de Malta significa que você faz parte de uma organização católica. Isso significa que você deve viver uma vida de fé católica o melhor que puder. Por exemplo, a primeira etapa da formação leva 18 meses e envolve um voto especial de obediência. Então, você é encarregado de tarefas espirituais adicionais, como orações do Breviário etc.
Ainda assim, o serviço aos outros será sempre o fator mais importante. Isso não envolve assistência simples aos necessitados. Quando você vê o Cristo sofredor nessas pessoas, sua atividade atinge um nível diferente e se torna uma questão espiritual. Desta forma, você aceita outro ser humano de forma integral.
Se não estou errado, esta é uma vocação para os leigos e suas famílias.
É verdade, mas, na Ordem de Malta, também temos religiosos, aqueles que fizeram votos de obediência, pobreza e castidade. Este foi um caminho do nosso ministério desde o início no século 11. Agora um quarto voto foi adicionado, que nenhuma outra Ordem compartilha conosco: um voto de serviço em favor dos doentes e dos pobres.
Isso, aliás, demonstra o que se espera de um membro da Ordem. Seguir o caminho da vocação significa que você precisa ser um testemunho através do serviço. Não existe outro voto religioso assim. Você se compromete em servir os doentes e os pobres até a morte.
Posso ver que os membros da Ordem usam crachás especiais nas lapelas de seus casacos.
Verdade. O tipo de emblema que você usa depende da classe em que você embarca, para usar o exemplo da viagem de trem. Quanto maior a classe, menos há no distintivo. Por exemplo, quando você muda para a segunda classe, você perde uma pequena coroa em seu distintivo. Isso também fala muito sobre a nossa vocação: aqui invertemos a hierarquia das posses terrestres.
A Ordem de Malta sempre esteve tão perto da Igreja institucional?
Durante 900 anos, fomos uma instituição da Igreja, reconhecida pela Santa Sé em 1113. Nos séculos seguintes, a Ordem passou a ser reconhecida como um estado independente ou um quase Estado. Hoje podemos dizer que somos uma instituição reconhecida pelo direito internacional e, como tal, temos alguns atributos de um Estado. Poucas pessoas sabem que a Ordem de Malta é reconhecida e mantém relações oficiais com 106 Estados em todo o mundo. Temos nossos próprios embaixadores e representantes em organizações internacionais como a ONU, a OMS, a Cruz Vermelha, a FAO etc.
Ao mesmo tempo, continuamos sendo uma instituição religiosa dentro da Igreja. É por isso que o chefe da Ordem é seu superior religioso e soberano. Seu status é semelhante ao de um abade ou mestre da Ordem. Isto é semelhante ao Vaticano e ao Papa, que é o chefe de um Estado e um superior religioso.
Falando sobre o superior da Ordem de Malta, devemos mencionar os problemas que vocês enfrentaram recentemente. O ex-Grão Mestre da Ordem teve de renunciar.
Isso é verdade. Em todos os 900 anos do histórico da Ordem, este é apenas o terceiro caso. Estávamos lidando com uma grande crise. Naquele momento, tive a chance de falar duas vezes com o Papa Francisco.
Atualmente, somos liderados por um superior temporário, eleito por um período de um ano, e durante este tempo estamos redobrando nossos esforços para reconstruir a confiança e reformar a Ordem.
Hoje, centenas de cavaleiros estão envolvidos no processo de uma reforma profunda, comparável um pouco à reforma conciliar. Ao mesmo tempo, estamos nos preparando para eleger um novo Grão Mestre.
Qual seria a mensagem do Grão Hospitalário da Ordem de Malta aos leitores da Aleteia, especialmente para os jovens?
Isso não é fácil. Talvez eu indique que se esforçar e exigir de si é algo muito importante na vida de qualquer pessoa. Isso pode ser difícil, porém, o esforço se frutifica e se transforma em mais qualidade de vida. Sua alegria de vida é imensamente maior.
Portanto, eu gostaria de incentivar os jovens a evitar de serem egoístas, e a que procurem entender os outros. É importante poder ouvir outras pessoas e observar os necessitados. Você não precisa distribuir dinheiro na rua todos os dias, mas pelo menos não vire o rosto. Se uma pessoa pobre vier até você, não desvie a atenção, mas cumprimente-a e pergunte-lhe qual é o nome dela. Se você quiser que os outros prestem atenção em você, você mesmo precisa prestar atenção naquilo que os outros precisam.
Outra coisa: não fique só pedindo e não espere receber tudo. Doe a si mesmo. Se você conseguir encontrar um equilíbrio entre dar e receber, você conduzirá sua vida a um nível muito mais alto.
*Grão Hospitalário da Soberana Ordem de Malta, Sua Eminência Dominique Prince de La Rochefoucauld-Montbel.(Alethea)

 Ao mesmo tempo que subiu uma posição no ranking de competitividade, ficando na 80ª posição entre 137 países avaliados, o Brasil é o último colocado em termos de confiança da população na classe política, aponta relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial.


 Pelo mundo, institutos parceiros do Fórum Econômico Mundial realizaram cerca de 15 mil entrevistas. No Brasil, a pesquisa foi realizada pela Fundação Dom Cabral, que ouviu 103 executivos entre março e maio deste ano.


 Leia mais: O que há de corrupção no jeitinho brasileiro?

 

 O resultado colocou o Brasil em último lugar nos critérios que medem a confiança pública em políticos, confirmando a tendência de queda dos últimos anos. Em 2008, o país ficou em 122º entre 134 países examinados. Em 2013, ocupou a 136º colocação entre 148 economias analisadas.


 A insatisfação do brasileiro rendeu resultados ruins também em outros setores: peso da regulamentações do governo (136º lugar); custos comerciais devido à criminalidade e à violência (132º); qualidade do sistema educacional (125º); efeito da tributação sobre incentivos para investir (136º); tempo para iniciar um empreendimento (133º); práticas de contratação e demissão (136º); efeito da tributação sobre os incentivos ao trabalho (137º); desvio de verba pública (134º); entre outros.

 

 No ranking geral de competitividade, o Brasil subiu uma posição em comparação com o ano anterior. É a primeira alta em cinco anos. Em 2012, o país ocupava a 48ª colocação entre 144 países avaliados; em 2013, 56ª de 148); em 2014, 57ª de 144); em 2015, 75ª de 140; em 2016, 81ª de 138.
Corrupção e instabilidade política


 O relatório do Fórum Econômico Mundial combina dados estatísticos de órgãos oficiais com a pesquisa feita com empresários do país. "Após dois anos de queda do crescimento do PIB e piora nas condições macroeconômicas, o Brasil melhorou levemente este ano, recolocando inflação e déficits do governo sob controle", diz o estudo.


 "Depois de abalos por escândalos de corrupção e instabilidade política, o pilar institucional recupera 11 posições no ranking, mostrando os efeitos das investigações levando mais transparência e a percepção de procedimentos bem sucedidos para conter a corrupção", enalteceu o Fórum.


 Ainda assim, a corrupção aparece como terceira maior preocupação de empresários no Brasil, atrás somente de impostos e leis de trabalho restritivas. A reforma trabalhista, sancionada por Temer em julho e que entrará em vigor em novembro deste ano, teve impacto positivo na opinião dos empresários.


 No Top 10 da América Latina e do Caribe, o Brasil ocupa a 9ª colocação no ranking de competitividade, atrás do Uruguai (76ª) e à frente de Trinidad e Tobago (83ª). Chile (33ª) lidera a lista, seguido de Costa Rica (47ª) e Panamá (50ª). À frente do Brasil figuram ainda México (51ª), Colômbia (66ª), Jamaica (70ª) e Peru (72ª).


 Levando em conta somente os Estados que formam os Brics, o Brasil apresentou o pior desempenho, atrás de China (27ª), Rússia (38ª), Índia (40ª) e África do Sul (61ª).
O topo do ranking geral é ocupado pela Suíça há oito anos. Em seguida completam o Top 10 EUA, Cingapura, Holanda, Alemanha, Hong Kong, Suécia, Reino Unido, Japão e Finlândia.

 

Fonte:DW.com

Quinta, 21 Setembro 2017 16:43

Gaudí, o Dante da arquitetura

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A Basílica da Sagrada Família de Barcelona, Espanha, que ainda está em construção, estava também na lista de alvos dos terroristas que realizaram dois ataques em outros lugares da capital catalunha na quinta-feira, 18 de agosto de 2017.


Pe. Lluís Bonet, da paróquia da Sagrada Família e vice-postulador da causa da beatificação de Antoni Gaudí, arquiteto da igreja, abriu-nos as portas da igreja uma semana após os ataques. Pe. Bonet nos levou a uma visita ao túmulo de Gaudí na cripta, e ele nos mostrou documentos, periódicos do tempo do arquiteto e pastas contendo documentação que apoia o processo de beatificação. A causa está em Roma agora, esperando que Antoni Gaudí i Cornet (1852-1926) seja declarado venerável.

 

Gaudí, arquiteto apaixonado, deixou um conjunto de obras que reflete seu conhecimento da natureza, sua piedade e seu amor pela liturgia, por sua terra natal, sua língua, cultura e família. O seu trabalho mais famoso é justamente Sagrada Família de Barcelona.

 

Gaudí não gostava de escrever


O artista visionário deixou tudo dito em pedras. João Paulo II, em outono de 1982, visitou a Sagrada Família e disse: “Esta Igreja da Sagrada Família ainda é um trabalho incompleto, mas é sólida desde o início: comemora e resume outra construção, uma construção feita com pedras vivas: a família cristã, onde a fé e o amor nascem e são constantemente cultivados”. O Papa Bento XVI consagrou a igreja em novembro de 2010.


Hoje, este é um dos edifícios mais emblemáticos de Barcelona, e atrai pessoas de todos os continentes. “Muitos japoneses”, Pe. Bonet comenta, e então ele corrige minha suposição: “mas não só eles, as pessoas vêm de todo o mundo”. As fichas e as informações são traduzidas para dezenas de idiomas, do esloveno ao coreano.
“Você tem medo, sabendo que os terroristas queriam atacar a Sagrada Família?”, pergunto ao sacerdote. Espero enquanto ele, com a chave na mão, abre a porta da cripta de Nossa Senhora do Monte Carmelo e me leva ao túmulo de Antoni Gaudí. Ele se vira, olha para uma capela lateral onde um crucifixo precioso está em exibição, e me responde enquanto olha para Cristo: “Medo? Mataram a ele (Jesus). Não há mais nada a dizer”.


Bonet vive há 24 anos no que era a casinha de Gaudí, do lado de fora e à esquerda da Fachada da Glória da Basílica. Este padre é filho de Lluís Bonet i Garí, arquiteto discípulo de Gaudí e que continuou a construção da Sagrada Família após a morte de Gaudí.


Bonet traz em sua mente muitas anedotas e memórias. Pergunto-lhe se ele acredita que Gaudí será canonizado até 2026, o centenário de sua morte. Ele olha para mim com um olhar firme e responde: “Nós veremos”. Isso não o preocupa. Ele estudou e escreveu sobre as virtudes deste arquiteto cristão da Catalunha e está convencido de que ele será elevado aos altares.


Antes de pausar para rezar no túmulo, Pe. Bonet me entrega boletins contendo correspondência, testemunhos e escritos sobre Gaudí. “As pessoas nos falam sobre as graças que receberam, elas pedem favores [pedem por sua intercessão]; elas nos comunicam continuamente”, ele me diz. Além do fervor dos crentes, Gaudí também atrai turistas, que veem em Gaudí, como fez o bispo Ragonesi em 1915, o “Dante da Arquitetura” e que consideram a Sagrada Família como “o maior poema cristão escrito em pedra”.


Gaudí e os amendoins


Entre os testemunhos incluídos nos boletins sobre Gaudí, um é particularmente curioso: “Lembro-me de Gaudí vestindo um velho casaco comprido e, às vezes, ele colocava as mãos nos bolsos e tirava amendoins”. A história é contada por Xita Sugranyes – talvez a única pessoa viva que se lembra do dia em que Gaudí morreu – em uma das entrevistas contidas na 27ª edição do “Arquiteto de Deus”, o boletim publicado pela Associação para a Beatificação de Antoni Gaudí.


Aqui está a oração de devoção particular a Gaudí:


Santíssima Trindade, que infundiste em teu servo Antoni Gaudí, arquiteto, um grande amor à tua Criação e um ardente afã de imitar os mistérios da infância e paisão de Teu filho, faça que eu saiba também entregar-me a um trabalho bem-feito e digna-Te a glorificar Teu servo Antoni, concedendo-me, por Tua intercessão, o favor que Te peço (aqui o pedido). Amém. Jesus, Maria e José, dai-nos a paz e protegei a família (três vezes).( Miriam Diez Bosch – Aleteia)

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