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Quinta, 01 Junho 2017 16:56

Vigilância Sanitária recebe resultado das amostras de crianças com suspeita de doença

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 A Vigilância Epidemiológica de Montenegro recebeu a notificação da Escola Januário Correa no dia 26 de maio de 2017 de casos em crianças (estudantes) que estavam apresentando manchas vermelhas no corpo, coceira e descamação desde o dia 15 de maio de 2017 (data do 1º caso). Desde então a Vigilância iniciou a investigação junto à escola sobre possíveis causas externas (dedetização recente, corte de grama com uso de algum produto químico, pintura na escola, etc.) e também averiguando a situação vacinal destas crianças (todas em dia com suas carteirinhas de vacinação). Até este momento eram 24 crianças com sintomas.

 

 Foi realizado coleta de material biológico de algumas crianças a partir do dia 26-05-2017(sangue, fezes, secreção nasofaríngea) e enviado ao LACEN de POA. Neste dia a Secretaria de Educação do Estado determinou a suspensão das aulas até o dia 30-05-2017. De acordo com o protocolo do CEVS, neste caso, não é indicativo de suspender as aulas, mas sim continuação dos cuidados básicos de higiene no local, ambientes arejados, lavagem de mãos frequentes, afastamento das crianças com sintomas por períodos variados, dependendo da doença (Nota Técnica VISA de 01/2012 – DIRETRIZES PARA PREVENÇÃO DAS DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS COM ÊNFASE NO ÂMBITO ESCOLAR).

 

 No dia 31 de maio de 2017 a Vigilância Epidemiológica recebeu o primeiro resultado do LACEN, identificado o agente PARVOVÍRUS B19.Vírus de transmissão respiratória, altamente contagiante, através de gotículas respiratórias. Sintomas principais são: manchas avermelhadas pelo corpo, coceira, descamação, inicialmente na face, pescoço braços com irradiação para o corpo (segue anexo com informações sobre PARVOVÍRUS B 19). Este vírus circula no RS.

 

 Diante deste resultado salientamos a importância de manter os cuidados de prevenção já citados, tendo em vista que neste caso são as únicas maneiras de conter a disseminação da doença já instalada. Não é uma doença imunoprevenível (não há vacina) e nem tem medicamento específico para tratamento, trata-se os sintomas.

 

 ERITEMA INFECCIOSO (Parvovírus B19)

 

 O eritema infeccioso é uma doença exantemática (manchas avermelhadas na pele), contagiosa e provocada por um vírus chamado Parvovírus B19 (PV B19). Esta virose acomete preferencialmente as crianças em idade escolar, mas pode também atingir a população adulta.

 

 INCUBAÇÃO: o período de incubação varia de 4 a 14 dias desde a infecção até o início dos sintomas inespecíficos, mas foram relatados casos até 21 dias após a exposição.
TRANSMISSIBILIDADE: a transmissão ocorre através de contato com secreções do trato respiratório, exposição percutânea com produtos de sangue e transmissão vertical na gestação. Os pacientes são mais contagiosos nos dias que antecedem o exantema, podendo ainda estar assintomáticos (sem sintomas), até uma semana após. A infecção também pode ocorrer durante a gravidez trazendo danos ao feto e, por isso, a gestante deverá ser acompanhada por um médico.


 SINAIS E SINTOMAS: cerca de 20% das pessoas com infecção são assintomáticas. Entre os sintomáticos é comum a presença de coriza, cefaleia, mal-estar, raramente com febre ou com febre baixa (15 a 30% dos casos). O exantema característico acomete face, com “bochechas avermelhadas” como se fosse esbofeteada e palidez perioral (em volta da boca). Geralmente há prurido (coceira), acometendo tronco, braços, nádegas e coxas.


 TRATAMENTO: em geral, o eritema infeccioso é autolimitado e não requer tratamento específico. Não existe ainda uma vacina disponível licenciada para a prevenção da infecção. A orientação de isolamento é questionável, deve ser avaliada a condição geral do paciente (febre, mal-estar, etc.), pois o período de maior transmissibilidade ocorre antes de aparecerem os sintomas, após o exantema a transmissão é reduzida ou nula.

 

(Informações da Vigilância)

 

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