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Mundo

Sexta, 15 Março 2019 14:53

Por que precisamos de mais crianças Down?

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Aleteia Video | 14 de Março de 2019


Episódio 6 da série Look Up - Histórias de Esperança


O mundo precisa de mais crianças como Chloe. Pura, alegre, gentil, nunca desprezou ou ofendeu uma colega. O mundo precisa de mais crianças como Chole. O mundo precisa de mais crianças com síndrome de Down, assim como ela.


Chloe tem hoje 16 anos e é sobrevivente da guilhotina do aborto: 90% são abortadas. Se fosse um animal, a Lei de Espécies em Risco de Extinção a teria protegido. Tal lei foi aprovada no mesmo ano em que o aborto foi legalizado.


https://pt.aleteia.org/2019/03/14/por-que-precisamos-de-mais-criancas-down/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt


Seu pai, Kurt, deixou a polícia para se tornar “a voz dos que não têm voz” (Provérbios 31,8), como é o caso das crianças doentes ainda na barriga de suas mães. Sua vida mudou para sempre, e agora com Chloe está tentando mudar a lei de seu Estado. “Essas crianças são uma bênção, um presente. Eu rezo para que chegue logo o dia em que acolhamos, e não eliminemos, essas crianças. Vamos acolhê-las e amá-las”.


Descubra outras histórias como esta


https://pt.aleteia.org/tag/historia-look-up/

Redação da Aleteia | 6 de Fevereiro de 2019


Ele destacou encontro com o sacerdote mais idoso do pais: 92 anos, cadeira de rodas, cego, ainda trabalhando e sempre de sorriso no rosto


Diante dos 7 mil fiéis participantes da audiência geral desta quarta-feira, 06, o Papa Francisco compartilhou os principais momentos da breve e importante viagem que acaba de fazer aos Emirados Árabes Unidos, que, em continuidade com o encontro de 2017 em Al-Azhar, no Egito, “escreveu uma nova página na história do diálogo entre cristianismo e islamismo e no compromisso de promover a paz no mundo a partir da fraternidade humana”.


Foi a primeira viagem de um Papa à Península Arábica. Além disso, ela aconteceu justamente 800 anos depois da visita de São Francisco de Assis ao Sultão al-Malik al-Kamil.


“Muitas vezes pensei em São Francisco durante esta viagem: ele me ajudou a conservar no coração o Evangelho, o amor de Jesus Cristo, enquanto eu vivia os vários momentos da visita; no meu coração estava o Evangelho de Cristo, a oração ao Pai por todos os seus filhos, especialmente pelos mais pobres, pelas vítimas da injustiça, da guerra, da miséria… A oração para que o diálogo entre cristianismo e islamismo seja um fator decisivo para a paz no mundo de hoje”.


Francisco destacou seu encontro com o sacerdote mais idoso do país: aos 92 anos, na cadeira de rodas, cego, ele continua o seu trabalho sempre de sorriso no rosto.


O Papa também ressaltou a importância do documento sobre a fraternidade humana assinado por ele e pelo Grande Imã de Al-Azhar e mencionou valores comuns aos cristãos e aos muçulmanos:


“Afirmamos juntos a vocação comum de todos os homens e mulheres a serem irmãos como filhos e filhas de Deus, condenamos todas as formas de violência, especialmente a violência revestida de motivos religiosos, e nos comprometemos a difundir valores autênticos e a paz no mundo. É possível encontrar-se, respeitar-se e dialogar entre si. Apesar da diversidade de culturas e tradições, o mundo cristão e o mundo islâmico valorizam e protegem valores comuns: vida, família, sentido religioso, honra para os idosos, educação dos jovens e outros”.


Francisco fez questão de recordar ainda os encontros com a comunidade católica local, formada na vasta maioria por imigrantes de vários países da Ásia. E resumiu:


“Queridos irmãos e irmãs, esta viagem fez parte das ‘surpresas’ de Deus”.

Terça, 22 Janeiro 2019 12:04

Os 10 maiores países católicos do mundo

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Confira a distribuição da maior parte dos quase 1,3 bilhão de católicos espalhados pelo mundo

Clique abaixo para abrir a galeria de fotos


https://pt.aleteia.org/slideshow/slideshow-top-ten-most-catholic-countries/?from_post=231183

 

Partindo de um começo humilde, a Igreja Católica cresceu muito nos últimos dois milênios, espalhando-se por todo o mundo.


A fé cristã é a religião mais amplamente praticada, abrangendo quase um terço da população mundial, e das muitas denominações cristãs, a Igreja Católica é a maior, com quase 1,3 bilhão de fiéis.

 

Enquanto o Oriente Médio deu origem ao catolicismo e os romanos ajudaram a espalhá-lo pela Europa, a maioria do mundo foi introduzida na Palavra de Cristo por meio de missionários europeus. A fé católica continua sendo uma das maiores forças orientadoras da vida das pessoas no mundo.


Clique em “Abrir a galeria de fotos” (logo acima) para ver os dez maiores países católicos do mundo.(Aleteia)

 

Terça, 22 Janeiro 2019 11:59

Fotos exclusivas: uma Marcha diferente de todas

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Quando a manhã fria despertou em Washington, poucos perceberam que a história estava prestes a ser feita. O chão úmido e as nuvens pesadas criaram o pano de fundo para a 46ª Marcha pela Vida, juntamente com relatos de ônibus quebrados e atrasos inesperados, mas 18 de janeiro seria um dia de surpresas.


Primeiro, um punhado de almas resistentes chegando ao local. E então, um lento, porém constante, inchaço na frente do imponente palco, espalhando-se até as ruas próximas se tornarem intransitáveis.


O som alegre podia ser ouvido ao longe, como no cântico “Nós amamos os bebês! Nós amamos os bebês!”, que ressoou pelos corredores do poder da capital dos Estados Unidos.


O vice-presidente Michael Pence e sua esposa Karen apareceram no palco para se juntar àqueles que falavam pelos indefesos – para surpresa de alguns dos organizadores do evento.


O arcebispo Joseph F. Naumann, arcebispo de Kansas City, e presidente do Comitê Episcopal de Atividades Pró-Vida – celebrara a Vigília de Oração e a Missa pela Vida na Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição na noite anterior.


Mas a verdadeira surpresa foi o engarrafamento que ocorria a poucos quarteirões de distância: um emaranhado causado por um número sem precedentes de ônibus. Ônibus que continuavam chegando e chegando. Ônibus que não trouxeram os estimados 100.000 participantes, que os organizadores do evento esperavam e planejavam.


Esses ônibus não trouxeram apenas o dobro, mas o triplo, fazendo com que a multidão ficasse bem acima dos 300.000 – possivelmente a maior Marcha pela Vida da história e uma marcha diferente de qualquer outra.(Aleteia)

 

Clique abaixo para abrir a galeria de fotos
https://pt.aleteia.org/slideshow/slideshow-march-for-life-2019/?from_post=231431

A frase “Talitha Kum” aparece no Evangelho de São Marcos, capítulo 5, versículo 41. Traduzida do aramaico, a expressão significa “Menina, eu te ordeno, levanta-te”.


São as palavras que Jesus dirigiu à filha de Jairo, uma menina de 12 anos que, mesmo tendo experimentado o toque da morte, se levantou imediatamente após essas palavras do Filho de Deus e começou a andar.


Talitha Kum é também o nome de uma corajosa rede internacionalformada por religiosas e religiosos que combatem o tráfico de pessoas mediante o intercâmbio de informações e a execução de operações em 76 países.


Fundada em 2009 para coordenar e fortalecer as atividades da vida consagrada nos cinco continentes contra o tráfico humano, a rede escolheu o seu nome daquela expressão de Cristo porque ela define bem a sua identidade: “Menina, levanta-te” sintetiza o poder da compaixão e da misericórdia e o desejo profundo de dignidade e de vida, adormecido e ferido pelas muitas formas de exploração de seres humanos indefesos.


A rede acaba de realizar em Roma um encontro intitulado “Talitha Kum na África: as religiosas protagonistas contra a escravidão moderna”. Nesse evento, a irmã Gabriella Bottani, coordenadora da rede, enfatizou que “é ilusão achar que não se pode fazer nada“.


“O medo que nos é incutido dá uma força incrível às organizações criminosas, mas a força do bem vai contra a dinâmica do medo. Não tenhamos medo porque podemos verdadeiramente mudar e descobrir o valor das pessoas. Precisamos da convivência no respeito da humanidade; precisamos de uma sociedade onde todas as pessoas possam ser reconhecidas na sua dignidade”.


Também participou do encontro a coordenadora regional da sessão de Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Flaminia Vola, que declarou:


“O tráfico de pessoas tira a dignidade e identidade do indivíduo. Torna-os mercadoria para a vantagem de alguns. Se quisermos realmente eliminar o tráfico de pessoas, a própria sociedade deverá mudar. Quem gera a necessidade de serviços ligados à exploração das vítimas do tráfico é pessoalmente responsável pelo impacto destruidor do seu comportamento sobre outros seres humanos e pela consequente violação dos valores morais”.


Ela destacou ainda o “limite cada vez mais sutil entre o tráfico de migrantes e o tráfico de pessoas”.
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Com informações do Vatican News

 

Por Maria Wilton

A situação dos grupos religiosos minoritários agravou-se em 18 países e, em comparação com 2016, há mais países com violações significativas da liberdade religiosa, conclui o relatório que acabou de ser divulgado há minutos pela Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), uma organização católica internacional.

 

Neste levantamento exaustivo que é feito de dois em dois anos, analisam-se as situações da liberdade religiosa, seja no âmbito das confissões maioritárias e das minorias em cada país. Verificam-se as normas legais e relatam-se, quando existem, episódios de detenção, perseguição, tortura ou mortes por causa da fé. Os dados são recolhidos e tratados para estabelecer as situações de intolerância, discriminação, perseguição ou genocídio, por ordem crescente de gravidade.

 

De acordo com o relatório 2016-18 da Liberdade Religiosa no Mundo (LRM), registam-se violações significativas da liberdade religiosa em 38 países – aproximadamente, 20 por cento das nações do mundo. Entre esses 38 com graves violações, predominam as perseguições em 21 e as discriminações nos outros 17. Estas violações da liberdade religiosa podem ter três autores principais: o Estado, grupos nacionalistas religiosos e organizações criminosas ou terroristas.

 

Ao todo, o relatório da LRM analisa 197 países. A quase totalidade das situações mais graves registam-se na Ásia e África. O documento dá conta de um aumento de episódios de nacionalismo agressivo, hostil às minorias religiosas. É o caso de grupos religiosos hegemónicos e de líderes violentos como os talibãs no Paquistão e Afeganistão ou o Boko Haram, na Nigéria. Uma das situações mais preocupantes deste tipo de perseguição acontece em Mianmar (antiga Birmânia) que, desde 2012, sofre uma grande campanha de ódio, discriminação e violência contra os muçulmanos, liderada pelo movimento nacionalista budista militante conhecido como Ma Ba Tha, ou Comité Budista para a Protecção da Raça e da Religião.

 

Anti-semitismo e discriminações legais

 

No entanto, não só nos continentes africano e asiático se regista o aumento de ataques motivados por ódio religioso. Como exemplo de anti-semitismo na Europa, o relatório recorda o caso de Sarah Halimi, uma judia de 65 anos que foi espancada e atirada pela janela da sua casa em Paris, em Abril de 2017. O autor do crime era muçulmano e foi escutado por vizinhos, também muçulmanos, a gritar frases religiosas em árabe, incluindo citações do Alcorão, durante o homicídio. Dez meses após o ataque, a morte da senhora Halimi foi classificada como “homicídio, com o anti-semitismo como factor agravante”.

 

A Rússia e o Quirguistão entraram para a lista dos países gravemente discriminadores pela primeira vez – apesar de, já nos anteriores relatórios, haver indicações de graves limitações legais. Em ambos os países, o aumento de ameaças à liberdade religiosa veio sobretudo por via do papel do Estado. Na Rússia, a Lei Yarovaya, de 2016, aumentou as situações de restrição à ação de grupos religiosos não autorizados, proibindo a pregação e a divulgação dos seus materiais. Como consequência, em Abril de 2017, a sede das Testemunhas de Jeová e os seus 395 centros locais foram proibidos.

 

Um caso de ambos os tipos de perseguição é a Índia, que regista variados ataques de grupos extremistas, bem como de entidades estatais. A situação de perseguição agravou-se nos dois anos em análise: entre 2016 e 2017, os ataques a cristãos duplicaram em relação ao biénio anterior, para 736. Dos 29 estados do país, seis têm leis anti-conversão.

 

No campo das organizações terroristas, verifica-se um agravamento do número de casos de abuso sexual de mulheres em África, no Médio Oriente e em partes do subcontinente indiano. Marta Petrosillo, da AIS italiana, analisa a situação e fala de raptos e conversões forçadas de mulheres de minorias religiosas, frequentemente acompanhados de violação e outras violências sexuais.

 

O relatório inclui boas notícias: no Quénia e Tanzânia, o panorama melhorou, nos dois anos em análise. Ambos os países saíram da categoria de países perseguidores, sobretudo devido à diminuição de ataques de grupos terroristas que se reivindicam do islão.

O Armistício declarando o fim da I Guerra Mundial que, desde 1914, opunha tropas alemãs e aliadas, foi assinado fez cem anos neste domingo, 11 de Novembro. As celebrações oficiais da efeméride, que têm decorrido em França, onde se encontram dezenas de chefes de Estado e de governo, têm sido acompanhadas por múltiplas outras evocações de um conflito de uma violência e uma crueldade até então nunca vistas. Como é habitual nos aniversários de acontecimentos relevantes, têm abundado os colóquios, os seminários, as exposições, as edições de livros e de números especiais de revistas e de jornais.


A revisitação de um período negro do século XX não tem provocado polémicas excessivas. Mas elas não têm faltado. Uma diz respeito ao lugar a conceder, por estes dias, à memória do marechal Philippe Pétain, o Dr. Jekyll que se transformou em Mr. Hyde, para usar a imagem que o historiador Serge Klarsfeld traçou no diário francês Le Monde (8 de Novembro). Tendo sido um dos chefes militares que conduziram o exército francês à vitória em 1918, Pétain seria, poucas décadas depois, o rosto do colaboracionismo com o ocupante nazi da França na II Guerra Mundial. “A nossa memória colectiva assume o veredicto de 1945”, sintetizou, no mesmo jornal, Laurent Joly, também historiador.


O “consenso negativo” em relação ao marechal ocorre numa ocasião em que os jornais têm dado conta de um acréscimo de violência contra os judeus em França, tendo o número de acções antissemitas em França subido quase 70 por cento nos primeiros nove meses deste ano. A denúncia foi feita pelo primeiro-ministro Edouard Philippe, num texto de homenagem às vítimas da “Noite de Cristal”, os judeus que, a 9 de novembro de 1938, na Alemanha, viram as suas sinagogas, lojas e casas destruídas por uma onda de violência nazi.

 

“É melhor festejar a concórdia do que a vitória”


Não é, pois, por acaso que algumas vozes – como a do director do Libération, Laurent Joffrin – têm pedido que este dia 11 de Novembro de 2018 celebre a paz e a concórdia entre os povos da Europa – que, feito inédito, duram desde há mais de 70 anos – em vez de homenagear a vitória dos aliados. No editorial “1918, Uma paz com memória curta”, Laurent Joffrin escreve que foi o nacionalismo das nações europeias, que hoje há quem pretenda restaurar, o causador da morte de 18 milhões de seres humanos; e que foram os valores viris, cuja ausência hoje se deplora, que conduziram a uma brutalidade inédita, com a utilização de canhões de enorme calibre e de metralhadoras, de gás de combate, com a destruição de incontáveis edifícios civis, e a um genocídio contra os arménios, promovido por jovens turcos.

 

“Hoje, perante a emergência dos nacionalismos, é melhor festejar a concórdia do que a vitória”. O propósito formulado por Laurent Joffrin cumpre-se com a realização do Fórum de Paris pela Paz, um novo evento anual, inaugurado no domingo, que pretende afirmar que “a cooperação internacional é essencial para enfrentar os desafios globais e garantir a paz duradoura”. Para apoiar a acção colectiva, quer mobilizar todos os actores da governança global – estados, organizações internacionais, governos locais, ONG e fundações, empresas, jornalistas, sindicatos, grupos religiosos e cidadãos.
“Cem anos após o fim da Primeira Guerra Mundial, o Fórum de Paris pela Paz recorda que há uma urgência em agir, o que requer acção concreta, liberdade de tom e diálogo aberto entre todos os actores”, dizem os organizadores, uma associação independente criada em 2018 pela Fundação Körber, pela Fundação Mo Ibrahim, pelo Instituto Francês de Relação Internacionais, pelo Instituto Montaigne, pelas Sciences Po e pelo Ministério da Europa e dos Negócios Estrangeiros, dinamizada pelo Presidente da República francês, Emmanuel Macron.


A iniciativa tem uma componente mais institucional, que se traduz na presença de mais de meia centena de chefes de Estado e de governo, mas inclui um aspecto prático: num “espaço de soluções”, concebido como “uma aldeia mundial da acção”, os promotores de 120 iniciativas concretas, vindos de 42 países, exporão o que têm vindo a fazer em cinco áreas: paz e segurança, meio ambiente, desenvolvimento, economia inclusiva e novas tecnologias.


Entre as iniciativas que estão a ser promovidas em todo o mundo, encontram-se as “Escolas para o Perdão e a Reconciliação”, promovidas na Colômbia pela Fundação para a Reconciliação: através do uso de uma metodologia psicossocial, essas escolas têm como objetivo ajudar as vítimas de conflitos armados a superar a violência que têm de suportar diariamente.


Dinamizado na Índia pela organização EARTH5R, o projecto Acção-Colaboração-Transformação “visa melhorar a qualidade do meio ambiente e o estatuto dos cidadãos desfavorecidos e reduzir o desperdício de plástico por meio de novos modelos de negócios sustentáveis”.


Na República Centro-Africana, a Agência de Execução de Obras de Interesse Público pretende promover a criação de empregos temporários para pessoas que vivem em situação de pobreza e vulnerabilidade em todo o país.


A recuperação económica de uma zona da Palestina, o distrito de Jenin, melhorando as perspectivas de rendimento sustentável para os habitantes, estabelecendo uma incubadora de ideias que apoie o desenvolvimento de pequenas e médias empresas, é um projecto promovido pelo Staff Consultivo Palestiniano para Organizações Não-Governamentais de Desenvolvimento.


O “Índice de riscos de corrupção no México”, elaborado pelo Instituto Mexicano para a Competitividade, serve para comparar “os padrões internacionais relevantes para contratos públicos” e analisar “a regulamentação mexicana para criar uma notação de referência sobre a corrupção”.



 

1918: pacificação entre a República e os católicos

Aquilo que seria impensável ocorreu: a guerra permitiu a reconciliação entre “as duas Franças”, a republicana e a católica. A observação de François Huguenin em La Vieé acompanhada por uma trágica contabilidade, a das baixas que a guerra provocou: um milhão e 400 mil mortes em combate pela França e mais de quatro milhões de feridos, em quase 40 milhões de habitantes e oito milhões de mobilizados. Destes, 32.699 eram sacerdotes, seminaristas e religiosos, incluindo 23.418 seculares e 9.281 regulares.


A Igreja Católica, acrescenta François Huguenin, pagou o seu tributo à defesa da nação: “Metade dos mobilizados estava ao serviço da saúde, incluindo enfermeiros particularmente expostos durante os combates; a outra participou da luta ao lado de presidentes de Câmara anticlericais e sindicalistas”.

 

(Sobre o início da Grande Guerra de 1914-18, e o papel de vários cristãos na tentativa de evitar o conflito, pode ler-se também este texto; e sobre o episódio que, em 1914, levou os soldados a interromper as hostilidades para celebrar o Natal, pode ver-se também aqui uma evocação musical e em vídeo; ilustração acima;: capa do semanário católico francês La Vie, com o tema de capa dedicado ao final da Grande Guerra: “1918 - E o mundo mudou”.

O ator revela que a vida dele mudou depois que uma mulher lhe perguntou: "Por que você simplesmente não confia em Deus?"


Para muitos de nós, é difícil pensar em Anthony Hopkins sem lembrar do personagem que ele fez em “O Silêncio dos Inocentes”, uma performance pela qual ele ganhou o Oscar de melhor ator. Mas, na vida real, ele é bem diferente de seu personagem sociopata. Estamos falando de um homem humilde com uma forte fé cristã.


Recentemente, Hopkins foi convidado para ser palestrante em um evento, onde ele conversou com quase 500 estudantes do ensino médio e da faculdade. Ele os aconselhou:
“Se vocês perseguirem o dinheiro, não vai funcionar. E se vocês perseguirem o sucesso, não vai funcionar. Vocês têm que perseguir o que vocês querem ser, vivendo como se aquilo estivesse acontecendo agora. Aja como se vocês já estivessem lá e tudo vai se encaixar.”


Depois, em seu discurso, ele falou sobre sua luta contra o alcoolismo. Disse que, quando bebia, sentia-se “entediado, preso e não confiável”.
Em 1975, quando tinha 37 anos, o ator galês percebeu que era um perigo para si mesmo e para os outros por causa da bebida. Então, procurou os Alcoólicos Anônimos. Em uma entrevista a Piers Morgan, da CNN, Hopkins descreveu seu alcoolismo:


“Era como ser possuído por um demônio, um vício, e eu não conseguia parar. E milhões de pessoas são assim. Eu não conseguia parar”.


Foi quando, em uma reunião do AA uma mulher fez uma sugestão que mudou a vida dele: “Por que você não confia em Deus?”


A ideia da mulher parecia simples demais para funcionar, e Hopkins poderia tê-la rejeitado, pois ele se considerava ateu na época. Tocado pela graça ou nas profundezas do desespero, ele aceitou o conselho e, como ele diz, o desejo de beber foi retirado dele, e “nunca mais voltará”.


Em 2011, pouco antes do lançamento do filme O Ritual, em que ele interpreta um padre, Hopkins falou com o The Catholic Herald sobre o ateísmo, que ele comparou a “viver em uma cela fechada sem janelas”:


“Eu odiaria viver assim. Hoje, nós vemos na televisão muitas pessoas brilhantes que são ateus profissionais e dizem saber que é insanidade ter um Deus ou acreditar em religião. Bom, Deus os abençoe por se sentirem assim. Espero que eles sejam felizes ”.


El ainda acrescentou:


“Eu não conseguiria viver com essa certeza, e me pergunto sobre alguns deles: por que eles estão protestando tanto? Como eles estão tão seguros do que está lá fora? E quem sou eu para refutar as crenças de tantos grandes filósofos e mártires ao longo dos anos?”


Hopkins é considerado um dos maiores atores vivos de sua geração. Este ano, depois de estrelar a segunda temporada de Westworld, Hopkins vai representar o Papa Bento XVI no próximo filme da Netflix, Pope.(Foto: People)

Sexta, 09 Novembro 2018 10:20

Um décimo do mundo vive em extrema pobreza

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Por incrível que pareça, é a menor taxa já registrada


Em um nível global, uma em cada dez pessoas vive em extrema pobreza. O dado emerge do novo relatório do Banco Mundial sobre a pobreza mundial, publicado em 17 de outubro (Relatório de Pobreza e Prosperidade Compartilhada de 2018: Montando o quebra-cabeça da pobreza).


Os dados coletados pelo órgão de Washington D.C. revelam que, em 2015 (o último ano para o qual dados confiáveis estão disponíveis), 10% da população mundial vivia abaixo do limiar da pobreza extrema. Isso significa que eles foram forçados a viver com menos de US$ 1,90 por dia.


Jim Yong Kim, presidente do instituto, apontou em um comunicado de imprensa que esta é a menor taxa já registrada na história.


Em outras palavras, de 1990 a 2015, a pobreza extrema caiu de 36% para 10% globalmente – uma taxa média de um ponto percentual em uma base anual, mesmo se uma desaceleração foi registrada no período de dois anos – 2013-2015.


De fato, de 2013 a 2015 a queda foi de apenas 0,6% em uma base anual e de acordo com as previsões do Banco Mundial, a pobreza extrema cairá no período 2015-2018 em um ritmo ainda mais lento, com uma taxa de menos de 0,5% ao ano até atingir 8,6%.


Em números concretos, o declínio implica que 735,9 milhões de pessoas em 2015 viviam em extrema pobreza, em comparação com 804,2 milhões em 2013 (ou 11,2% da população mundial). Isso também significa que, no período de dois anos de 2013-2015, cerca de 68 milhões de habitantes do planeta conseguiram se erguer da condição de extrema pobreza, mais ou menos igual à população de países como a Tailândia ou o Reino Unido.


Diferenças Regionais


Em quase todas as regiões do mundo, a pobreza extrema diminuiu, embora de forma não homogênea.


O maior declínio ocorreu no sul da Ásia, que inclui dois gigantes demográficos: a Índia (mais de 1,3 bilhão de habitantes) e Bangladesh (164,7 milhões). Na macrorregião, o número de pessoas vivendo com menos de US$ 1,90 por dia caiu no período de 2013-2015 em 58,1 milhões, de 274,5 milhões (16,2%) para 216,4 (12,4%).


No mesmo período, 25,9 milhões de pessoas recuperaram-se da extrema pobreza na macrorregião do Leste Asiático e Pacífico, passando de 73,1 milhões (3,6%) para 47,2 milhões (2,3%).


A diminuição na América Latina e no Caribe foi mais modesta, onde 2,1 milhões de habitantes conseguiram escapar da pobreza extrema, que ainda afetou 25,9 milhões de pessoas em 2015 (comparado a 28 milhões em 2013).


Paradoxal é a situação na África ao sul do Saara, onde a taxa de pobreza extrema registrou uma queda de 1,4% de 2013 para 2015, de 42,5% para 41,1%. Mas, apesar disso, o número de pessoas que vivem em condições extremas aumentou na região em 8,3 milhões no período 2013-2015, ou de 405,1 milhões para 413,3 milhões, de acordo com o relatório.


Dos 27 países do mundo com as maiores taxas de extrema pobreza, 26 são sub-saarianos. Uma das explicações para isso é o rápido crescimento demográfico no continente.


A situação na Nigéria é emblemática. Hoje tem cerca de 191 milhões de habitantes e é o país mais populoso de todo o continente e o sétimo do mundo.


De acordo com uma estimativa fornecida pelas Nações Unidas, em 2050 a população nigeriana ultrapassará a dos Estados Unidos e se tornará o terceiro país mais populoso do planeta, depois da China e da Índia.
A Nigéria está prestes a se tornar (alguns dizem que já é) o país do mundo com o maior número de habitantes em extrema pobreza; isso é sugerido pelas projeções do Banco Mundial.
Pelo menos até 2015, foi a Índia que liderou este ranking nada invejável: o enorme país abrigava mais de 170 milhões de pessoas abaixo do limite de US$ 1,90 por dia – ou seja, quase um quarto do número total de pessoas extremamente pobres em todo o mundo.


O impacto da guerra e instabilidade política


O relatório do Banco Mundial também esclarece o impacto de guerras e situações de instabilidade política. Isso é mostrado, em particular, pela situação no Oriente Médio e na região do norte da África. Na macrorregião, a taxa de pobreza extrema subiu de 2,6% em 2013 para 5% em 2015, um aumento de 2,4% – quase o dobro.


Em números concretos, isso significa que o número de pessoas que precisam sobreviver com menos de US$ 1,90 por dia saltou na região de 9,5 milhões para 18,6 milhões de pessoas, um aumento de 8,1 milhões.


A situação no Oriente Médio e na região do norte da África nos lembra – adverte o Banco Mundial – que os progressos alcançados no passado “não podem ser tomados como garantidos”. Estes enormes aumentos, em nítido contraste com outras regiões, são causados pelo conflito na Síria e pela guerra civil no Iêmen.


Neste último país, localizado na península arábica, a violência levou à pior crise humanitária criada pelo homem no mundo hoje, que afeta milhões de pessoas – escreve o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). Por outro lado, a crise síria causou cerca de 6,7 milhões de deslocados internos e mais de 5 milhões de refugiados.


Isto também é verdade para a África Subsaariana, que em 2015 abrigava mais da metade das pessoas que vivem em extrema pobreza: 413 milhões de um total de 736 milhões. Além disso, mais da metade (54%) das pessoas nos chamados “ambientes frágeis e com áreas de conflito” viviam na África no sul do Saara em 2015.
Enquanto em 2015 a taxa de pobreza em 35 países reconhecidos como frágeis e com áreas de conflito era de 35,9%, ou seja, um aumento de 1,5% em relação a 2011 (34,4%), no mesmo ano quase um quarto (23%) de todos os pobres vivia nessa categoria de nações. Segundo o Banco Mundial, a pobreza extrema está cada vez mais associada à fragilidade institucional e aos conflitos.
Rural
A pobreza extrema também é um fenômeno “desproporcionalmente rural”, no sentido de que mais de três quartos dos pobres do planeta vivem em áreas rurais, sugere o relatório.


É também um fenômeno feminino: globalmente 104 mulheres por 100 homens vivem em agregados familiares pobres, uma proporção que aumenta para 109 mulheres por 100 homens no sul da Ásia, observa o texto, que acrescenta que as crianças correm duas vezes mais risco de viver em famílias pobres. O relatório do Banco Mundial também relata que, em 2015, mais de 85% dos pobres viviam em duas regiões do mundo: a África Subsaariana e o sul da Ásia.


Os outros 15%, cerca de 106 milhões de pessoas pobres, viviam nas outras quatro regiões examinadas pelo relatório. Enquanto em 84 dos 164 países monitorados, a taxa de pobreza caiu abaixo de 3% hoje, é provável que na África Subsaariana ela permaneça na casa dos dois dígitos até 2030, ano em que a comunidade internacional deve alcançar as metas de desenvolvimento sustentável estabelecidas pelas Nações Unidas, incluindo a “pobreza zero”.


Deve ser lembrado que na África ao sul do Saara, 84,5% da população vive com menos de US$ 5,50 por dia, o que é mais ou menos o preço pago em Nova York por um café com leite no Starbucks, como Kate Gibson observa na CBS News.


Abaixo desse limiar, considerando o limiar da pobreza em países de renda média-alta, vive quase a metade (cerca de 46%) da população mundial, ou 3,4 bilhões, como declarado em um comunicado de imprensa do Banco Mundial.


Pouco mais de um quarto (26,2%), ou 1,9 bilhão de pessoas, vive com menos de US$ 3,20 por dia – a linha da pobreza em países de renda média-baixa, lembra o texto. O caminho para alcançar as metas estabelecidas pela ONU, portanto, apresenta-se como ainda muito difícil.

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