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As peripécias de um camaleão no BRICS

  • Agosto 28, 2023
  • Política
  • Sérgio Alves de Oliveira

 

Todos sabem que Lula da Silva foi (des)educado no ambiente nada saudável dos sindicatos. Mas sua trajetória nessas organizações de trabalhadores sempre esteve monitorada à altura  pelos governos revolucionários de 1964. E como “dedo-duro”que  sempre foi, Lula se saiu bem, e jamais titubeou um só minuto em” entregar” colegas de militância sindical às autoridades repressivas da época, é claro que em troca de certas regalias e “liberdades”.

O “terrível” General Golbery de Couto e Silva, do  gabinete da “ditadura”, conheceu Lula de perto como ninguém. E fez dele o que sempre quis. E o que não quis.

Mas esse “carinhoso” e privilegiado tratamento dado a Lula pela “ditadura” fez inchar uma maldita futura liderança política que jamais teria qualquer chance de prosperar em qualquer pais que primasse pelos valores da ética e da decência na política.

Com o terreno preparado para assumir a presidência da república após o Governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), cujo “rodízio” havia sido antes combinado  no “Pacto de Princeton”, nos Estados Unidos, em 1993, e após todos os “carinhos” que recebeu do Regime Militar, finalmente Lula se elege Presidente pela primeira vez e começa a governar em janeiro de 2003. Reelege-se, ficando até 2010. E faz a sua sucessora (e poste) Dilma Rousseff, que governa a partir de 2010, reelege-se ficando  até 2016, quando é impichada, assumindo o “vice”,Michel Temer.

O “Pacto de Princeton”, porém, é interrompido abruptamente com a eleição do ex-capitão Jair Bolsonaro a Presidente da República, em 2018, um conservador.

Mas o aparelhamento que a esquerda deixou no Estado Brasileiro não deixou que Bolsonaro fizesse boa governança, boicotado que foi todo o tempo  pelo “establishment”, pelas leis deixadas pela esquerda, pelo STF e TSE, e pelo próprio Congresso, que acabou se “vendendo”, na sua maioria, para os interesses da esquerda.

Lula voltou ao poder em 2023, numa eleição que deixou muitas questões em aberto, ”vencendo” Bolsonaro por 0,5 % dos votos, sendo totalmente desprezado o Relatório Especial das Forças Armadas que apontaram inconsistência na eleição de 2ª Turno de outubro de 2022, à vista da ausência do “código fonte” em muitas urnas.

Mas Lula voltou ao poder primeiro por uma impressionante manobra do STF,que o livrou das condenações e o deixou solto para concorrer. O STF alegou erro “territorial” das ações propostas,que o haviam condenado,desprezando totalmente que quando muito se trataria de “nulidade relativa”,não “absoluta”,contra a qual não houve recurso hábil,portanto,”precluiu”,como se fosse um “trânsito em julgado”.

Comparecendo à 15º Cúpula dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), na África do Sul, dias 23 e 24 de agosto de 2023, o evento favoreceu exclusivamente as pautas da China e da Índia, os países mais populosos dos BRICS. Embora de início o Brasil (Lula) fosse contra, foram admitidos mais 6 países ao bloco, a partir de 2024 (Argentina, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã). Em “troca”, o Brasil ficou de receber um certo apoio (muito tênue) na reformulação do Conselho de Segurança Permanente da ONU, inclusive no número de membros, o que Lula levou ao encontro quase como uma antiga “obsessão”. Mas o (des)condenado não levou em consideração que qualquer alteração no Conselho de Segurança Permanente da ONU teria que ter o voto unânime dos 5 membros atuais, e que os BRICS nada poderiam fazer contra.

Mas Lula merece um prêmio por ter exigido na cara de ditadores comunistas “democracia”, e respeito aos “direitos humanos”. Os BRICS querem fazer um contraponto ao poder dos G7 e G20.

Após o evento na África do Sul, os BRICS passarão de 41%  para 46% da população do Planeta. Espera-se para 2024 um PIB total do Bloco de US$ 32,9 trilhões, representando 23,7% do PIB mundial.

Mas parece que a única pauta válida desse encontro seria a declaração de “independência” ao dólar nas relações e comércio internacionais, não sendo justo que uma só moeda paute o comércio internacional, como se os bancos americanos fossem “casas-de-cambio”. Mas isso ficou só na “conversa”, devendo ser usado o “yuan”chinês, com uma nova “agência-de-câmbio”alternativa!

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