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A herança deixada pelo PT dos devedores de primeira e segunda classes

  • Setembro 28, 2023
  • Política
  • Sérgio Alves de Oliveira

Todo mundo andou debruçado na polêmica discussão sobre a manutenção ou diminuição da taxa básica de juros (SELIC) do Banco Central, que era 13,25% ao ano e foi reduzida para 12,75 % ao ano, conforme recente  deliberação do órgão colegiado competente do Banco Central (COPON).

Mas para o povo propriamente dito, essa “mudança” foi pífia, de nada valeu, não trouxe  nenhum benefício.

Prova disso está nas informações oficiais sobre os JUROS em agosto de 2023. Nada mudou.

Após as regras amparadas nas leis aprovadas na “Era do PT”, de 2003 a 2016,os bancos no Brasil passaram a ter os melhores resultados e lucros do mundo, tanto que a “correria” dessas instituições de todo o  Planeta  para instalar unidades ou agências no Brasil e fazer parte do banquete de lucros auferidos pelos bancos, foi algo realmente impressionante. As agências bancárias tomaram os melhores espaços nas cidades, tanto que  as pessoas que caminham nas calçadas devem ter o cuidado de não “tropeçar” em alguma delas.

Essa verdadeira calamidade que chove sobre o povo brasileiro, comprovando  que nada adiantou a redução de meio por cento na taxa SELIC, pode ser comprovada pelos dados oficiais publicados pelo próprio governo relativos ao mês  AGOSTO de 2023, ou seja, praticamente “ontem”.

Em agosto de 2023,os devedores de Primeira Classe pagaram aos bancos  juros 11,3% ao ano, e os de Segunda Classe pagaram juros de 43,5% ao ano. Esses dados não são divulgados como deveriam, visto haver um flagrante conluio da imprensa com o governo, fazendo lembrar frase deixada por Roberto Campos: ”Não é proibido iludir o povo. É apenas cruel”.

Na verdade o Brasil não deveria conviver  com devedores de Primeira Classe (amigos dos governantes de plantão),com juros subsidiados por meio da miséria de tanta gente, e devedores de Segunda Classe, que pagaram nesse mês de agosto de 2023 juros de mercado 3,82 vezes maior do que pagaram os Devedores de Primeira Classe.

“Detalhando” tais operações de crédito   dos devedores de Primeira e Segunda Classes, agosto de 2023 gerou um  volume  de R$ 5.523,7 bilhões (52,9 % do PIB),sendo 58,97 % do total (R$ 3.257,4 bilhões=31,2 % do PIB) com recursos “livres”, e juro médio de 43,5 % ao ano ; e 41,03% do total (R$ 2.266,3 bilhões= 21,7 %do PIB),com recursos direcionados concedidos pelos BANCOS PÚBLICOS (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES),com juros médios de(apenas) 11,3% ao ano.

Sem dúvida esse mecanismo do juro especial para amigos e aliados de todo tipo, inclusive para comprar “jatinhos” da EMBRAER, trata-se de fonte primária de corrupção e propina.

Roberto Campos já alertava: ”Eliminando o crédito subvencionado, descobriremos o milagre aritmético da média: os juros tenderiam a baixar pela diminuição da procura e pela mudança de expetativas ! O mercado bancário se tornaria menos competitivo, pois os bancos não precisariam ser racionados, dado que o governo poderia controlar a base monetária, e cessaria de pressionar o mercado financeiro que reflete fielmente o excesso da demanda de recursos por parte do setor público, quer federal, quer estadual”.

Essa incrível distorção dos juros cobrados pelos bancos, somado ao que se passa nas cúpulas dos Três Poderes, especialmente a corrupção do Direito em andamento  na Instância Máxima da Justiça, leva à conclusão que o filósofo romeno Andrei Pleshu tem razão ao pintar a triste realidade do Brasil:

“No Brasil ninguém tem a obrigação de ser normal. Se fosse só isso estaria bem. Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser   não só é  desnecessário: é proibido. O Brasil onde você não pode dizer que dois mais dois são cinco, sete ou nove e meio, mas se diz que são quatro, sente nos  olhares em torno de si o fogo do rancor ou gelo do desprezo. Sobretudo se insiste que pode provar”.

Os dados contidos nesse artigo (oficiais)  devem-se aos  proficientes estudos de um dos economistas mais brilhantes desse país: o Doutor Ricardo Bergamini.

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