Skip to content

Desmascarar o diabo

  • Outubro 5, 2024
  • Religião
  • José Maria C. da Silva André

 

Francisco rezando o terço diante da imagem de Santa Maria da Paz, na basílica de Santa Maria Maior, em Roma.

 

O Papa Francisco avisa-nos frequentemente dos perigos do demónio. Na quarta-feira da semana passada, diante da multidão de peregrinos reunidos na praça de S. Pedro, foi, mais uma vez, muito concreto:

— «Hoje assistimos a um fenómeno estranho relacionado com o diabo. Em certos ambientes culturais, julga-se simplesmente que ele não existe. Seria um símbolo do inconsciente colectivo, ou da alienação, em suma, uma metáfora. Mas “a maior astúcia do demónio é levar a crer que não existe”, como escreveu alguém. O demónio é astuto: faz-nos crer que não existe e assim domina tudo. É ardiloso!»

Toda a audiência se centrou neste tema, a alertar as pessoas para o risco que correm, que na nossa época é máximo.

— «(…) O nosso mundo tecnológico e secularizado está repleto de magos, de ocultismo, de espiritismo, de astrólogos, de vendedores de feitiços e amuletos e, infelizmente, de verdadeiras seitas satânicas».

O Papa Bento XVI afirmou que um dos grandes méritos da missionação foi libertar as culturas pagãs de medos e bruxarias irracionais. Em vez de temerem malévolos poderes ocultos, as pessoas abriram-se ao conhecimento científico, a um mundo cheio de beleza e sentido, e compreenderam que ele é o projecto de amor de um Deus cheio de bondade.

Infelizmente, o anúncio cristão, que libertou tantos povos dos feitiços despóticos, perdeu força na sociedade ocidental e o diabo voltou a entrar. Disse o Papa Francisco na audiência:

— «Expulso pela porta, o diabo voltou a entrar, dir-se-ia, pela janela. Expulso pela fé, volta a entrar com a superstição. E se fores supersticioso, inconscientemente dialogas com o diabo. Com o diabo não se conversa!».

O diabo dá-se bem com os cristãos de vida medíocre, porque os afasta de Deus sem eles se darem conta. Com os santos, esta estratégia suave não funciona:

— «É na vida dos santos, precisamente, que o diabo é obrigado a manifestar-se, a pôr-se “contra a luz”. (…) Todos os santos dão testemunho da sua luta contra esta realidade obscura, e não se pode honestamente supor que estavam todos enganados ou eram vítimas dos preconceitos do seu tempo».

A fraqueza dos instintos explica em parte a maldade humana, mas há certos abismos de pura crueldade que parecem ultrapassar as tendências desordenadas e só se compreendem pelo ódio satânico contra Deus e os homens. Diz Francisco:

— «A actuação do diabo está patente (…) em certas formas extremas e “desumanas” de maldade e perversidade que vemos à nossa volta».

Ainda que seja difícil definir exactamente, diz o Papa, «onde termina a acção diabólica e onde começa a nossa própria maldade». Por isso, diz ele, «a prova mais forte da existência de Satanás são os santos», a luta que travaram para não caírem nas seduções diabólicas.

Rezar, invocar a Nossa Senhora, vigiar para não cairmos em tentação… «Não deis ocasião ao diabo!» —exorta o Papa citando a carta de S. Paulo aos Efésios.

Infelizmente, na nossa sociedade muitos desistiram de lutar, atrasam a Confissão e nem se dão conta de que o demónio entra de mansinho na sua alma e se instala.

No Domingo 6 de Outubro o Papa vai rezar o terço diante da imagem de Nossa Senhora da Paz, na basílica de Santa Maria Maior. A segunda-feira 7 de Outubro será uma jornada de jejum e oração pela paz, pedida pelo Bispo de Jerusalém e convocada pelo Papa juntamente com todos os Bispos da Europa.

Aconteça o que acontecer, estamos nas mãos de Deus e Ele tem sempre a última palavra, mas estamos à beira de uma tragédia universal. Contra o ódio desenfreado, são precisos, mais do que nunca, a oração e o jejum.

Categorias

  • Conexão | Brasil x Portugal
  • Cultura
  • História
  • Política
  • Religião
  • Social

Colunistas

A.Manuel dos Santos

Abigail Vilanova

Adilson Constâncio

Adriano Fiaschi

Agostinho dos Santos

Alexandra Sousa Duarte

Alexandre Esteves

Ana Esteves

Ana Maria Figueiredo

Ana Tápia

Artur Pereira dos Santos

Augusto Licks

Cecília Rezende

Cláudia Neves

Conceição Amaral de Castro Ramos

Conceição Castro Ramos

Conceição Gigante

Cristina Berrucho

Cristina Viana

Editoria

Editoria GPC

Emanuel do Carmo Oliveira

Enrique Villanueva

Ernesto Lauer

Fátima Fonseca

Flora Costa

Helena Atalaia

Isabel Alexandre

Isabel Carmo Pedro

Isabel Maria Vasco Costa

João Baptista Teixeira

João Marcelino

José Maria C. da Silva...

José Rogério Licks

Julie Machado

Luís Lynce de Faria

Luísa Loureiro

Manuel Matias

Manuela Figueiredo Martins

Maria Amália Abreu Rocha

Maria Caetano Conceição

Maria de Oliveira Esteves

Maria Guimarães

Maria Helena Guerra Pratas

Maria Helena Paes

Maria Romano

Maria Susana Mexia

Maria Teresa Conceição

Mariano Romeiro

Michele Bonheur

Miguel Ataíde

Notícias

Olavo de Carvalho

Padre Aires Gameiro

Padre Paulo Ricardo

Pedro Vaz Patto

Rita Gonçalves

Rosa Ventura

Rosário Martins

Rosarita dos Santos

Sérgio Alves de Oliveira

Sergio Manzione

Sofia Guedes e Graça Varão

Suzana Maria de Jesus

Vânia Figueiredo

Vera Luza

Verónica Teodósio

Virgínia Magriço

Grupo Progresso de Comunicação | Todos os direitos reservados

Desenvolvido por I9