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Dia da Mulher

  • Fevereiro 29, 2024
  • Conexão | Brasil x Portugal
  • Cecília Rezende

 

O dia 8 de março foi escolhido pelas Nações Unidas, em 1975, para ser celebrado como Dia Internacional da Mulher. Neste dia, quero lembrar uma mulher extraordinária, chamada Irene Sendler, alemã, que, durante a 2ª Guerra Mundial, salvou cerca de 2.500, crianças judias de serem enviadas do Guetto de Varsóvia para os vários campos de extermínio. Conseguiu uma autorização para trabalhar no gueto como especialista de canalização, mas o seu objetivo era salvar o máximo de crianças.

Irena trazia-as escondidas na sua caixa de ferramentas e levava sacos de serapilheira para esconder as crianças maiores, que transportava na parte de trás da sua camioneta. Tinha também um cão que treinou para ladrar sempre que os guardas nazis se aproximavam da camioneta. Deste modo, ficavam abafados qualquer choro ou ruídos produzidos pelas crianças. E assim conseguiu salvar cerca de 2.500 crianças. Claro que acabou por ser descoberta. Foi presa, em 20 de outubro de 1943 pela Gestapo, a polícia secreta do estado nazi, e levada para a prisão de Pawiak, a terrível prisão no centro de Varsóvia. Torturada, nunca denunciou os seus colaboradores. Só ela sabia os nomes das famílias que albergavam essas crianças, que ela resgatava, enquanto os pais eram enviados pra os campos de extermínio.

Num colchão de palha, na prisão, encontrou uma estampa de Jesus que dizia «Jesus em vós confio». Conservou-a até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II. Foi condenada à morte e enquanto esperava pela execução, um soldado nazi levou-a para mais um interrogatório. Durante o percurso, o soldado gritou lhe em polaco que corresse. Assim fez. Correu o mais que pode, sempre à espera de ser baleada pelas costas, mas conseguiu não ser apanhada. No dia seguinte, já abrigada por amigos, encontrou o seu nome na lista de polacos executados que os alemães publicavam nos jornais.

Os membros da Organização Zelota (Resgate) tinham conseguido subornar os guardas, conseguindo a sua salvação. Irena continuou a ajudar os judeus perseguidos, com uma identidade falsa. Mantinha um registo de todas as crianças salvas e das famílias que as acolhiam, que guardava num frasco de vidro enterrado no jardim da sua casa. No final da guerra, tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e, para as crianças que os perderam, assassinados nas câmaras de gás, ajudou a encontrar famílias de acolhimento. Em 2006, foi proposta para receber o Prémio Nobel da paz, mas foi preterida por Al Gore, que o recebeu pela sua campanha sobre o aquecimento global. É uma questão de valores. Por essa ocasião, Irena Sendler declarou:

«A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar e na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade.»

É importante conhecermos estes exemplos, quando assistimos impotentes ao massacre de um povo levado a cabo por quem sofreu o mesmo numa geração anterior.

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