Ontem, dia 26 de Julho, dia de S. Joaquim e de Santa Ana tive a noticia do falecimento da mãe de uma minha amiga de há longa data.
Mãe de nove filhos, a médica teve uma vida corrente como tantas outras mulheres, mas deixou-nos com as mãos cheias de boas obras, condição necessária para entrar no Céu, como advertiu Nossa Senhora à Conchita numa das suas aparições. Além da sua generosidade ao colocar-se nas mãos de Deus, relativamente ao número de filhos, o modo como os criou foi uma lição. Pode-se pensar:” médica, tem dinheiro, por isso foi possível ter tantos!” .Sim, de facto, tratava-se de um casal de médicos, mas a sua opção podia ter sido ter apenas dois ou três filhos e fazerem uma vida de Luxo, viagens, carros e vestuário caros! A sua vida foi de muito trabalho, os filhos tinham as suas tarefas de acordo com a sua idade , mas era tudo feito com uma naturalidade tão grande !
Esta mãe viu falecer pelo menos duas filhas com problemas de saúde. Sabendo que estas filhas eram fisicamente débeis desde muito jovens, foram organizando a sua vida para que se um dia o casal faltasse elas podessem ter a sua autonomia, não imaginando a mãe que seia ela a vê-las partir!
Era uma pessoa com um sentido de humor requintado: anualmente procurava fazer uns cursos de formação humana, doutrinal, apostólica e profissional. Eu nunca estive com ela nesses cursos , mas contaram-me que quando as organizadoras questionavam se alguém fazia anos e não havia ninguém ela levantava o dedo e dizia que fazia! Não faria anos mas, como todos nós, fazia dias ou meses…já todos sabiam dessa brincadeira e que apenas se pretendia fazer festa pois a vida é uma festa de louvor Aquele que pensou em nós e disse “faça-se” e lá aparecemos no útero da nossa queridíssima mãe.
Para muitos esta época de férias e, portanto, mais propícia ao convívio familiar, exemplos deste ajudam-nos a pensar que descansamos verdadeiramente quando o nosso pensamento está fixado no bem-estar do outro.
Enfim resumo a vida desta senhora que terminou os últimos tempos numa cadeira de rodas (quanto não lhe terá custado!), usando um termo de S. Josemaria Escrivá, foi “exprimida como um limão”.