… nas noites insones
despertam, na fria madrugada, quimeras distorcidas
da realidade que passou.
Certo dia, parei para pensar, o quanto de sonhos deixei passar, sem ao menos tentar uma busca de sua concretização? Até o momento nao encontrei uma resposta plausível. Por certo, deixar os devaneios seria o melhor.
Brincava com autinhos, construindo estradas e garagens, pelo chão de areia sob os meus pés. Adultos observavam; um deles sugeriu que eu deveria ser engenheiro no futuro e edificar casas e garagens verdadeiras. Cheguei a alimentar a profissão, a matemática acabou com a ilusão.
Pelo senhor meu pai, eu deveria dar continuidade a loja. Prosperar, aumentando as vendas, casar e ter filhos. Até poderia cursar a faculdade de economia na Unisinos. Cheguei a fazer o vestibular e fui aprovado. Na mesma época fui aprovado no Direito da PUC e por lá segui.
Quantos de nós, pelas quebradas da vida, nao alimentaram sonhos ou ilusões? Por vezes, sozinhos consigo próprios, experimentaram elucubracões
mentais, de algo impossível de concretizar. Era uma simples e doce ilusão.
O sonho envolve um algo possível de alcançar, mesmo tendo que enfrentar inúmeros percalços. Sonhar é a busca por algo factível; a ilusão é singular quimera, de distorcidas realidades, que perpassam pela mente, qual nuvem, levada pelo sopro do vento.
Que importa sonhar, alimentar ilusões, dimensionando sentidos em fértil humana dedução. Mas, válidos sao
os devaneios; eles emprestam momentos felizes antes as amarguras existenciais.
Sejamos fagueiros; sonhos e ilusões são alimentos d’alma.
ando por andar
lugares passei
senti a ilusão
doce da vida
em refúgios incertos
dos caminhos… caminhei.
