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Gloria Mendonza Borda

  • Outubro 20, 2025
  • Cultura
  • Rosarita dos Santos

Gloria Mendoza Borda nasceu em 1948 na República do Peru, precisamente, em Puno, no sudeste do lago Titicaca.

A autora foi criada em sua família de pai político e mãe professora; assim sendo, sua poesia se caracteriza por um enfoque na natureza e na cultura andina, a qual se mostra nos Andes ao largo de toda sua parte ocidental.

Gloria estudou Letras na Universidade Nacional Santo Antônio e na Universidade Nacional São Cristóvão de Humanas.

Sua poesia reflete suas experiências em região natal, ao longo de sua carreira, e publicou inúmeras coletâneas de poemas em 1971, 1985 e 2021, entre outros.

Seu trabalho foi traduzido para vários idiomas, incluindo “aimará”, inglês, francês, italiano, bengali, português, alemão e italiano, destacando seu alcance internacional.

Participou de quase todos os Encontros Internacionais de Escritores do Chile e de diversos festivais de poesia, em especial o FIP Primavera Poética, o Festival de Poesia Nieva, na Colômbia, e o Festival do Lugar dos Escudos, no México; no ano de 2023 foi dedicado à obra de Gloria.

Além de sua produção literária, Gloria foi reconhecida com prêmios e homenagens, com o título de “Pessoa Benemérita da Cultura Peruana”, em 2017, e foi considerada pelo jornal peruano “O Comércio”, entre as dez escritoras que marcaram a história da literatura escrita por mulheres nos séculos XIX e XX.

Tem sido dito de sua poesia que ela revela a beleza e a riqueza cultural do mundo andino, e aborda questões de identidade, consolidando-a como uma figura central na tradição poética do Peru. Seus textos trazem a reflexão sobre temas universais como a natureza, o tempo e a resistência cultural.

Suas obras abarcam quase cinquenta textos e recebem três homenagens a seu reconhecimento, em Peru, Chile e Miami.

Vamos apresentar cinco poemas da autora Gloria:

Primeiro, “Doce espera”:

“Alucinada / entre asas e requebros / nomes esquecidos / tornam-se / doce espera / de outros nomes / duradouros / além do último / o primeiro anúncio / a harmonia chega / de uma nuvem de mudez.”

Segundo, “Mistério” : Amarelo / luz reflexiva / movimento / seres estranhos / imagens oníricas / voo de ícones / fuga centrípeta / amarelos naquela colina / ele disse adeus / como os albatrozes / que vêm / e vão / dançando / fechando o livro / bloqueando o passado / povoado por riachos / às vezes / somos um cogumelo no silêncio. “

Terceiro, “Magia e luz” : Como água da fonte / me cativas / gentilmente / entre madrigais / rastro alado / na ilusão/ tento arrebatar a cor de uma flor / cantar para a vida / tua herança / viver selvas inexploradas / alguém nos chama / continuaremos buscando / calçadas / reflexo / lírios / pisco meus olhos / canto no meio / de gladíolos / ninguém escuta / escultura de pedra.”

Quarto, “Ninfa de miragens” : Ninfa mágica/alada/andina / tens o direito de explorar / meus sonhos / pesadelos / nos encontraremos / na virada da revolta / da revolta / camponeses / chamas ardentes / cantatas / sem revolta eternas / solidárias / bravas / sob as montanhas corajosas / no topo das montanhas corajosas / escrevo Rita Puma alada / Rita Puma guerreira e sagrada.”

Quinto, “Apego incondicional“ : Suave luminosidade alada / eu me reclino / na escuridão / mulher de sombra / anjo da guarda / lei da contradição / preto e branco / lâmpada acesa / janela para o mundo / liberdade de expressão / teus seres têm voz / não se calam / erguem os braços / em nome / dos inomináveis / que emudecem / a condenação prevalece / sobre a morte / ela se ergue como se nada tivesse acontecido / o grito veio das sombras / nunca mais os girassóis se abrirão nunca mais”

Toda esta busca da autora torna-se “incondicional”, suas “miragens” nos aproximam da realidade, e assim “como” a “água da fonte nos cativa”, nossas “alucinações” até se impõem sobre nosso “mistério”! Obrigada, Glória.

Fechamos com o seguinte: “…Eu me pinto / e me despinto, me aproximo / e me afasto / como uma perdiz / Sou uma gaivota / empurrada pelo tempo, sou uma catarata / com perfume / de malva, era apenas / uma alusão / uma tela nunca pintada.”

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