Neste momento cresce o rombo fiscal nas contas públicas e estamos todos apatetados à espera do estrondo. Como quem se esconde e tapa olhos e ouvidos nas tempestades em que os raios parecem cair a poucos metros de distância (https://www.infomoney.com.br/colunistas/walter-maciel/o-ceo-que-faliu-o-brasil-17-anos-de-poder-r-35-bilhoes-de-rombo-e-uma-divida-de-r-94-trilhoes/).
Se não vejo e não escuto, nenhum raio caiu. Simples assim. Além disto, basta acreditar que ninguém consegue quebrar o país, que é muito rico e só está de pé exatamente por isto. Há quem lembre, para tranquilizar-se, que desde 1500 somos assaltados por todo tipo de corsários e ainda assim seguimos firmes e fortes. Por mais tolo que isto seja, não há nada que criminalize o autoengano. Portanto, vida que segue.
A divulgação de números negativos e de evidências de um colapso que se aproxima velozmente não compõe a pauta da grande imprensa, que prefere enfiar a cabeça no chão e passar pano.
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Há exemplos muito robustos de que certas viradas em sistemas que pareciam indestrutíveis partem do próprio núcleo do poder. Um inimigo na trincheira sempre tem munição que pode ser devastadora. E pode sempre usá-la, seja por vendeta, seja para livrar o próprio pescoço.
A figura do venezuelano Hugo Carvajal é o maior exemplo contemporâneo de ameaça para o poder na América Latina. Diretor da Inteligência Militar e Contrainteligência de seu país, cria de Chavez e parceiro de Maduro até que decidisse saltar do barco, Carvajal foi capturado na Espanha e extraditado para os Estados Unidos. Preso em Nova Iorque, participa de um programa de colaboração. Suas revelações teriam o poder comparável a um terremoto de 9,5 graus na escala Richter para a esquerda latino-americana.
O financiamento ilegal de campanhas e a ligação umbilical do Foro de São Paulo com o narcotráfico fazem parte do pacote de denúncias que ninguém quer no colo. A jornalista Elisa Robson, que se exilou nos Estados Unidos, lançou o livro “Carvajal, Lula e o sequestro da América Latina”. Carvajal garante ter provas para sustentar suas denúncias e muita gente deve andar com a respiração suspensa, vivendo debaixo de tranquilizantes. Porém, enquanto tais acusações não forem comprovadas, recomenda-se muita cautela para não difundir eventuais injustiças.
A operação no Rio de Janeiro que resultou na morte de mais de uma centena de pessoas deverá aumentar as chamas desta fogueira, abastecida pela pressão norte-americana sobre a ditadura de Maduro, aquele que diz ter vencido a última eleição, mas não apresentou as atas da votação. Deu de ombros às pressões internacionais e ora experimenta ventos contrários que ameaçam virar um furacão.
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Um cidadão me disse na semana passada que só nos resta aguardar a implosão do sistema brasileiro. Que ela é inevitável e que só não sabemos quando e de que forma se dará a disruptura. Se calma, ou violenta. Se rápida, ou prolongada.
Afora a criminalidade, que inferniza a existência da grande maioria deste povo, e a corrupção endêmica, que empobrece o país, cumpre triste papel o descolamento da realidade dos poderes da república, que tem o dom de desanimar o futuro.
São privilégios em cima de privilégios. O pudor mandou lembrança e a sensação é a de que assistimos um redivivo Baile da Ilha Fiscal. Que à época prenunciou mudanças.
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A política de concessão de auxílios à população mais carente, a par de elogiável, tem contra si dois venenos: o uso demagógico, populista, desavergonhado, e a falta de um horizonte para que tais auxílios tenham, caso a caso, prazo e condição de validade.
É sempre saudável lembrar que o atual presidente afirmou certa feita que pessoas que ganhavam até dois salários mínimos são as que majoritariamente votam em seu partido. Disto decorreu a interpretação de que é mais interessante, para assegurar o poder eleitoral, manter muita gente nesta condição (https://www.instagram.com/reel/DEgSZ0BO_LO/?hl=en).
Enquanto isto, toda voz contrária ao governo, por mais arrazoada que seja, tem sido classificada como sendo de extrema direita. Fascista, conservadora, gestada pela elite …
Cá entre nós, tem sido muito aborrecido ser brasileiro.
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O que fazer em momentos de grande apreensão, nos quais sentimos que o mal parece nadar de braçada?
Podemos recitar a Oração a São Miguel Arcanjo, que nos legou Leão XIII depois de uma experiência sobrenatural, quando viu Satanás e seus demônios:
“São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate! Sede o nosso refúgio contra as maldades e as ciladas do demônio. Que Deus manifeste o seu poder sobre ele. E vós, Príncipe da Milícia Celeste, pelo poder divino que Deus vos conferiu, lançai no inferno Satanás e todos os espíritos malignos que andam pelo mundo para perdição das almas. Amém!”