Skip to content

Natal

  • Novembro 25, 2025
  • Conexão | Brasil x Portugal
  • Cecília Rezende

Ainda não estamos em dezembro e já as ruas iluminadas nos lembram que se vai festejar o nascimento de um Menino que, para milhões de crentes ao longo de mais de 2.000 anos, é Deus humanado, que vem trazer a luz ao mundo. Essa luz é um mandamento novo: amai-vos uns aos outros.

Não sabemos com exatidão quando nasceu Jesus. Historiadores apontam, passe o aparente paradoxo, para sete ou oito anos a.C. isto é, antes de Cristo.  O Papa Júlio I, que reinou desde o ano 327 até à sua morte em 12 de abril de 352, organizou e estabilizou a vida litúrgica após a legalização do cristianismo pelo Imperador Constantino. Confirmou a data de 25 de dezembro como sendo o dia do nascimento de Jesus, que já vinha sendo festejada pelos cristãos. Ficou assim oficializada.

E por que razão começaram os cristãos a festejar o nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro? É que no século III d.C., (depois de Cristo) surgiu em Roma o culto do Sol Invictus, o Sol invencível. O Sol era divinizado como uma força suprema, eterna, invisível. Embora os cultos solares existissem há muito tempo e em várias religiões, como a egípcia, o Sol Invictus tornou se oficial como divindade do Império Romano em 274 d.C. quando o Imperador Aureliano o proclamou deus principal do Estado. Não era propriamente uma religião separada. Reconhecia os outros deuses do panteão romano, mas dava primazia ao Sol como divindade, podendo o culto ser praticado por pessoas de qualquer religião. Era usado pelos imperadores romanos como símbolo de unidade política.

Mesmo Constantino, que favoreceu os cristãos, venerava-o igualmente. A sua festa mais famosa era o Dies Natalis Solis Invictus,(Dia de Natal do Sol Invencível) instituído pelo imperador Aureliano, celebrado a 25 de dezembro, próximo do solstício de inverno, quando o sol «renasce» e os dias voltam a crescer gradualmente. O Sol volta a vencer a escuridão. Daí o seu nome: invictus / invencível.

Não há provas de que o Natal tenha sido copiado, mas as duas datas acabaram por coincidir. O cristianismo não copiou diretamente, mas há coincidência temporal. Foi uma data conveniente para os cristãos, porque já era um feriado popular, simbolizava a luz, renascimento e vitória, temas compatíveis com os valores do cristianismo. Tal como o Sol Invictus vencia a escuridão, também Jesus, o Redentor, veio ao mundo para vencer as trevas em que o pecado de Adão tinha mergulhado o mundo.

O culto foi desaparecendo com a oficialização do cristianismo. Com efeito, em 313, o Imperador Constantino proclamou a tolerância religiosa em todo o Império Romano, declarando mesmo que o cristianismo era a religião preferida pelo Estado. No entanto, é curioso: Constantino, que só se batizou no final da vida, continuou a praticar o culto do Sol Invictus. Mais tarde, em 380, o Imperador Teodósio I proclamou o cristianismo como a única religião legítima do Império, ao mesmo tempo que pôs fim ao apoio estatal às outras religiões, proibindo igualmente todas as suas práticas.

Categorias

  • Conexão | Brasil x Portugal
  • Cultura
  • História
  • Política
  • Religião
  • Social

Colunistas

A.Manuel dos Santos

Abigail Vilanova

Adilson Constâncio

Adriano Fiaschi

Agostinho dos Santos

Alexandra Sousa Duarte

Alexandre Esteves

Ana Esteves

Ana Maria Figueiredo

Ana Tápia

Artur Pereira dos Santos

Augusto Licks

Cecília Rezende

Cláudia Neves

Conceição Amaral de Castro Ramos

Conceição Castro Ramos

Conceição Gigante

Cristina Berrucho

Cristina Viana

Editoria

Editoria GPC

Emanuel do Carmo Oliveira

Enrique Villanueva

Ernesto Lauer

Fátima Fonseca

Flora Costa

Helena Atalaia

Isabel Alexandre

Isabel Carmo Pedro

Isabel Maria Vasco Costa

João Baptista Teixeira

João Marcelino

José Maria C. da Silva...

José Rogério Licks

Julie Machado

Luís Lynce de Faria

Luísa Loureiro

Manuel Matias

Manuela Figueiredo Martins

Maria Amália Abreu Rocha

Maria Caetano Conceição

Maria de Oliveira Esteves

Maria Guimarães

Maria Helena Guerra Pratas

Maria Helena Paes

Maria Romano

Maria Susana Mexia

Maria Teresa Conceição

Mariano Romeiro

Michele Bonheur

Miguel Ataíde

Notícias

Olavo de Carvalho

Padre Aires Gameiro

Padre Paulo Ricardo

Pedro Vaz Patto

Rita Gonçalves

Rosa Ventura

Rosário Martins

Rosarita dos Santos

Sérgio Alves de Oliveira

Sergio Manzione

Sofia Guedes e Graça Varão

Suzana Maria de Jesus

Vânia Figueiredo

Vera Luza

Verónica Teodósio

Virgínia Magriço

Grupo Progresso de Comunicação | Todos os direitos reservados

Desenvolvido por I9