Skip to content

Maria, Mãe cheia de Graça para os seus Filhos

  • Dezembro 8, 2025
  • Religião
  • Padre Aires Gameiro

Vamos celebrar Nossa Senhora a Imaculada Conceição. Esta festa diz muito a países, à Igreja e à humanidade. As grandes maravilhas de que foi enriquecida vieram-lhe de fora, do Alto, do Senhor. E ela acreditou no que lhe foi dito da parte do Senhor. É Jesus que o diz em resposta àquela mulher que a exaltou por ser a Mãe de Jesus: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”. E Jesus respondeu: “Mais felizes, aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática». A diferença fundamental para a humanidade é o que se recebe de fora, de Deus, não dos homens e mulheres de qualquer época.

O anjo Gabriel saudou Maria a plena de graça: “Salve, cheia de graça, o Senhor está contigo”. A graça era maravilhoso dom de Deus. E Isabel, cheia do Espírito Santo, saúda Maria: «Bendita és tu entre as mulheres e Bendito é o fruto do teu ventre!» (Lc 1, 42). “Bendita és tu porque acreditaste no que te foi dito da parte do Senhor”.

Um dos maiores obstáculos para acolher a palavra de Deus e o dom da fé é a pretensão de que os dons de inteligência, conhecimentos e razões vêm de cada um ou de alguns estudiosos; e que as revelações e dons do Espírito Santo, são crendices. No início da era cristã esta pretensão teve o nome de gnose, conhecer talentoso de autossuficiência e autossalvação. Os catecúmenos, humildes, pediam o batismo acreditando nas testemunhas oculares de Jesus Cristo, Maria, os apóstolos e alguns discípulos. S. Lucas, certamente, recolheu o testemunho de Maria, como ele dá a entender. A gnose ou gnosticismo, ao contrário, foi assumido como resistência autossalvadora e recusa em aceitar Jesus Salvador, primeiro, de testemunhas diretas e, depois, de outras indiretas, até hoje. A pretensão da gnose com este e outros nomes, tornou-se constante ao lado dos cristãos pelo dom da fé revelada e acolhida com humildade. Devido a factores diversos – espera-se que não seja orgulho do coração – os muitos descrentes sentem dificuldade em aceitar a razoabilidade de acreditar em testemunhas fidedignas da revelação vinda do Alto e presente no Antigo e Novo Testamento, nas suas fontes e na Igreja. E viver nesse estado por longo períodos.

Num texto recente do filósofo Manuel Curado -“Contra a Esperança”(Cascais,22.06.2025), discorre sobre a impossibilidade de a Filosofia de toda a história oferecer alguma razão, vinda do conhecer humano, para dar esperança que faça a diferença. É muito sugestiva a argumentação.

Sobre Nossa Senhora saiu um documento da Congregação da Fé (Mãe do Povo Fiel, 4.12.2025) a pronunciar-se sobre a atribuição do título “Coredentora” a Maria. Sem entrar em pormenores, direi, apenas, que o prefixo co torna o seu uso controverso no sentido de ação dela se tomar como igual à do único Redentor (Jesus), mas não no sentido de ser ação redentora subordinada à de Jesus, Filho de Deus feito homem. Numa palavra, toda a Redenção vem por Jesus para todos os homens como dons, graças e benefícios de salvação. Sem Jesus não há Redenção nem Maria poderia ser salva e Imaculada na sua Conceição como o papa Pio IX declarou em 8.12.1854. Maria foi a toda pura e cheia de graça (sem mancha de pecado) por ser pré-remida por Jesus Cristo, Filho de Deus, fonte única da Redenção dada a Maria e pré-aplicada na sua Imaculada Conceição.

O termo Medianeira de todas as graças associa Maria e o Redentor (Jesus Cristo), não como iguais, mas como cheia de dons recebidos de Deus para os dispensar aos seus filhos. A nota doutrinal «Mãe do Povo Fiel» (4.12.2025) da Congregação da “Doutrina da Fé”, entre outros títulos, que a Liturgia, os Santos e teólogos deram a Maria, aceita o de cooperadora de Cristo na redenção e desaconselha o título de corredentora, como se disse.

Maria Virgem, no Evangelho, é dita Mulher e Mãe por Jesus na Cruz e nas Bodas de Canaá. E no Apocalipse (Ap.12, 1) é “a mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça”, que desde 1955 está na bandeira da Europa. É também festejada como a Padroeira de Portugal, coroada pelo rei D. João IV a quem os portugueses cantam: “Salvé, nobre Padroeira… povo Teu protegido! Ave, Maria, Mãe da Igreja, Santa Maria, nossa Mãe!” Louvemo-La como a Mulher da Humildade e da Verdade e não do orgulho e da mentira omnipresentes na Modernidade e na pós-Modernidade.

 

 

Categorias

  • Conexão | Brasil x Portugal
  • Cultura
  • História
  • Política
  • Religião
  • Social

Colunistas

A.Manuel dos Santos

Abigail Vilanova

Adilson Constâncio

Adriano Fiaschi

Agostinho dos Santos

Alexandra Sousa Duarte

Alexandre Esteves

Ana Esteves

Ana Maria Figueiredo

Ana Tápia

Artur Pereira dos Santos

Augusto Licks

Cecília Rezende

Cláudia Neves

Conceição Amaral de Castro Ramos

Conceição Castro Ramos

Conceição Gigante

Cristina Berrucho

Cristina Viana

Editoria

Editoria GPC

Emanuel do Carmo Oliveira

Enrique Villanueva

Ernesto Lauer

Fátima Fonseca

Flora Costa

Helena Atalaia

Isabel Alexandre

Isabel Carmo Pedro

Isabel Maria Vasco Costa

João Baptista Teixeira

João Marcelino

José Maria C. da Silva...

José Rogério Licks

Julie Machado

Luís Lynce de Faria

Luísa Loureiro

Manuel Matias

Manuela Figueiredo Martins

Maria Amália Abreu Rocha

Maria Caetano Conceição

Maria de Oliveira Esteves

Maria Guimarães

Maria Helena Guerra Pratas

Maria Helena Paes

Maria Romano

Maria Susana Mexia

Maria Teresa Conceição

Mariano Romeiro

Michele Bonheur

Miguel Ataíde

Notícias

Olavo de Carvalho

Padre Aires Gameiro

Padre Paulo Ricardo

Pedro Vaz Patto

Rita Gonçalves

Rosa Ventura

Rosário Martins

Rosarita dos Santos

Sérgio Alves de Oliveira

Sergio Manzione

Sofia Guedes e Graça Varão

Suzana Maria de Jesus

Vânia Figueiredo

Vera Luza

Verónica Teodósio

Virgínia Magriço

Grupo Progresso de Comunicação | Todos os direitos reservados

Desenvolvido por I9