“Se considero o triste abatimento
Em que me faz jazer minha desgraça,
A desesperação me despedaça,
No mesmo instante, o frágil sofrimento.
Mas súbito me diz o pensamento,
Para aplacar-me a dor que me traspassa,
Que Este que trouxe ao mundo a Lei da Graça,
Teve num vil presépio o nascimento.
Vejo na palha o Redentor chorando,
Ao lado a Mãe, prostrados os pastores,
A milagrosa estrela os reis guiando.
Vejo-O morrer depois, ó pecadores,
Por nós, e fecho os olhos, adorando
Os castigos do Céu como favores.”
M.M. Barbosa du Bocage
Ainda parece que há um momento, vi luzes e decorações de Natal e pensei – Meu Deus mas ainda nem começou o Advento! E já lá vai quase um mês…..Vivemos há três dias o III domingo e começamos já a novena de Natal.
Há cerca de um ano tenho fechado o computador e só o abri porque era para o Deus Menino.
Circunstâncias da vida levaram-me a um triste abatimento, e ainda que frágil a algum sofrimento e por isso escolhi este poema de Bocage, pois parece que me revejo nele.
E ao olhar para o meu presépio que nunca deixei de fazer, pensei – como posso não escrever ao Deus Menino que em breve vai nascer!
Dei comigo a pensar em S Teresa de Ávila e a repetir “nada te perturbe, nada te espante só Deus basta.” E então um Deus pequenino acabado de nascer! Peguei-Lhe com a permissão da Virgem Santa Maria e de S José e embalei-O. adorei-O, beijei-Lhe os pés pequeninos e disse-Lhe – agora vou escrever.
Aqui estou para vos dizer isso mesmo: só Ele basta e nunca nos falta.
A alegria voltou e uma satisfação enorme de matar saudades do meu computador e de vos dizer que se não conseguirem ir sozinhos ao Presépio terão sempre a mão de Nossa Senhora para vos encaminhar. S José também ele gostará muito de vos conduzir para vos juntardes aos pastores que cantam com os anjos
“Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens de boa vontade”