Skip to content

A inteligência artificial instrumentalizando a verdade única “Woke”

  • Junho 5, 2023
  • Política
  • Sérgio Alves de Oliveira

 

Ainda durante o “boom” da televisão, na primeira metade do século 20, os americanos, reis das pesquisas, selecionaram dois grupos de crianças para serem acompanhadas no aprendizado durante  o tempo recomendado para esse tipo de avaliação.

A metade dessas crianças selecionadas o foram porque tinham por hábito assistir televisão durante muitas horas de todos os dias, enquanto a segunda metade não tinha o hábito de  assistir televisão.

Acompanhados durante alguns anos esses dois grupos de crianças, os pesquisadores observaram que  no momento  em que chegaram à  metade do tempo da observação planejada, o primeiro grupo de crianças, os que assistiam televisão todos os dias, superaram o segundo grupo, que não assistia, por larga margem, em matéria de aprendizado, mas a partir desse momento “estacionaram”, não progrediram mais, ao passo que o segundo grupo, que não assistia televisão, acabou ultrapassando o primeiro grupo, em conhecimentos, cultura, e em quase tudo.

A conclusão dos estudiosos foi a de que a “preguiça” mental do primeiro grupo de crianças foi a principal responsável pelo seu “estacionamento”, de vez que os  seus conhecimentos já vinham prontos e “embalados”, bastando sua assimilação na memória, sem qualquer participação no seu desenvolvimento, ao  que o pedagogo Paulo Freire, em circunstâncias semelhantes, chamava de “educação bancária”, onde o aluno se tornava mero “depósito” dos conhecimentos do “mestre”.

Mas simultâneamete ao surgimento da televisão, e também durante a primeira metade do século 20,inventaram também o COMPUTADOR,com uma infinidade progressiva de recursos dele decorrentes, tanto que hoje um simples telefone celular possui mais tecnologia agregada do que possuíam os computadores da Nasa  que “enviaram” o homem à Lua, em 1969.

Mas a televisão não teve grandes progressos desde o seu invento, salvo a sua evolução na transmissão de imagem e som, passando da via “radial” para “cabo”, ”satélite” e televisão via Internet (IP).

Ora, se a televisão acabou aumentando a “preguiça” mental das pessoas, tanto que o grupo que assistia televisão foi ultrapassado pelo grupo que não assistia, o que não dizer dos computadores que passaram a fazer operações complicadas em milésimos de segundos e que sem ele demorariam uma (quase) eternidade para que se obtivesse  os mesmos resultados? E talvez sem a mesma precisão?

Mas a antiga ficção da máquina substituir o homem, e “pensar”por ele, parece ter chegado a um estágio bem avançado, através da INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. A ”ficção” avança para se tornar uma realidade.

Essa possibilidade do computador tomar o lugar do homem para “pensar”e tomar decisões no seu lugar, que não há como negar seja a tendência em curso da INTELIGENCIA ARTIFICIL, com certeza vai ocasionar mudanças profundas nos relaciomamentos pessoais,empresariais e governamentais, que terão de abdicar de boa fatia dos seus poderes em prol da INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, que seria a “verdade única”.

Sabe-se que o mais novo reforço da esquerda em todo o mundo, e que particularmente no Brasil se antecipou na sua organização, trata-se do movimento WOKE, que tem origens na Revolução Francesa, de Robespièrre, do “Período do Terror” e no  regime comunista de Mao Tsé-Tung, e da sua “Revolução Cultural”, e também do socialismo da Escola de Frankfurt.

Muitos custam a compreender o “eu” do wokismo. Seria um movimento?  Uma Religião? Uma atitude? Ou um estilio de vida?

Sobre o wokismo, o professor português Jorge Soley, o define: ”Nesse mundo woke, se eliminarmos qualquer expressão possível de ser ofensiva,acabaremos não podendo falar”.

Esse é o principal recurso usado pela “vitimização”, que nos dias correntes se tornou a mais cômoda posição para tirar proveito “gratuito”de qualquer coisa. “Ser vítima” é o grande investimento do momento. Sentar no colo de um juiz e dizer-se vítima pode gerar milhões de indenizações.

O wokismo é a crença de que o mundo em que vivemos é horroroso e que temos que transformá-lo desde a raiz. Para o wokismo, tudo que vem do adversário é “Fake News”, ”discurso de ódio”, ”lacração”, ou “fobia” disso ou daquilo. Só “ele”possui a verdade. Seus adversários devem ser “cancelados”. A Revolução Francesa “cancelou” usando a guilhotina. Já o wokismo “cancela” injuriando, difamando e caluniando pessoas, suprimindo direitos através dos  tribunais “aparelhados” justamente pela cultura woke.

Considerando o forte vínculo recíproco da esquerda por quaisquer das suas  variantes  (Revolução Francesa, maoísmo, gramscismo, Escola de Frankfurt), é de se prever uma possivel centralização de todas as pautas da esquerda através da INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, que seria a uniformização da voz e dos interesses da esquerda, o estabelecimento da  “verdade única”, e o principal instrumento dessa maldita transformação rumo ao  fim do mundo sem liberdade..

Categorias

  • Conexão | Brasil x Portugal
  • Cultura
  • História
  • Política
  • Religião
  • Social

Colunistas

A.Manuel dos Santos

Abigail Vilanova

Adilson Constâncio

Adriano Fiaschi

Afonso Licks

Agostinho dos Santos

Alexandra Sousa Duarte

Alexandre Esteves

Ana Esteves

Ana Maria Figueiredo

Ana Tápia

Artur Pereira dos Santos

Augusto Licks

Cecília Rezende

Cláudia Neves

Conceição Amaral de Castro Ramos

Conceição Castro Ramos

Conceição Gigante

Cristina Berrucho

Cristina Viana

Editoria

Editoria GPC

Emanuel do Carmo Oliveira

Enrique Villanueva

Ernesto Lauer

Fátima Fonseca

Flora Costa

Helena Atalaia

Isabel Alexandre

Isabel Carmo Pedro

Isabel Maria Vasco Costa

João Baptista Teixeira

João Marcelino

José Maria C. da Silva...

José Rogério Licks

Julie Machado

Luís Lynce de Faria

Luísa Loureiro

Manuel Matias

Manuela Figueiredo Martins

Maria Amália Abreu Rocha

Maria Caetano Conceição

Maria de Oliveira Esteves

Maria Guimarães

Maria Helena Guerra Pratas

Maria Helena Paes

Maria Romano

Maria Susana Mexia

Maria Teresa Conceição

Mariano Romeiro

Michele Bonheur

Miguel Ataíde

Notícias

Olavo de Carvalho

Padre Aires Gameiro

Padre Paulo Ricardo

Pedro Vaz Patto

Rita Gonçalves

Rosa Ventura

Rosário Martins

Rosarita dos Santos

Sérgio Alves de Oliveira

Sergio Manzione

Sofia Guedes e Graça Varão

Suzana Maria de Jesus

Vânia Figueiredo

Vera Luza

Verónica Teodósio

Virgínia Magriço

Grupo Progresso de Comunicação | Todos os direitos reservados

Desenvolvido por I9