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Injustiças divinas

  • Junho 22, 2024
  • Religião
  • Isabel Maria Vasco Costa

 Vamos pedir ajuda aos santos populares (Stº António, S. João e S. Pedro) para que nos expliquem este permanente mistério impossível de entender: porque sofrem os inocentes?

Ouçamos João, no momento em que o Messias se aproxima da margem do rio Jordão para receber o batismo. Não lhe parece justo que seu primo lhe venha pedir o batismo. Jesus é o Salvador e ele, João, o salvando. Obedece, porque acredita que “entenderá mais tarde”, mas parece-lhe que isto, de uma pessoa mais santa ser batizada por outra menos santa, não é justo.

Caso diferente é o de Stº António. Enquanto estava a pregar em Itália, o seu pai era acusado de ter assassinado um vizinho em Lisboa. Frei António interrompeu o sermão, ajoelhou-se no púlpito, e apareceu em Lisboa, salvando o pai da calúnia e revelando o verdadeiro assassino. Pouco depois, ergueu-se e continuou a sua pregação italiana. Será justo, Senhor, dar a certas pessoas o dom da ubiquidade? A lei natural não é aplicável a toda a natureza? Não é injusto fazer exceções? Um tempo e um espaço no tempo para cada pessoa exceto para Fernando de Bulhões[1].

E S. Pedro? Qual é o Mestre que confia num aluno orgulhoso? Jesus, como fostes capaz de escolher, logo para primeiro Papa, aquele homem que se gabou de que nunca Vos trairia e seria capaz de morrer por Vós e, poucas horas depois, afirmava, por três vezes  (Sim, três vezes!), que não Vos conhecia? Será justo confiar em alguém que disse não Vos conhecer e dar-lhe a liderança sobre o grupo de homens que teria de Vos dar a conhecer ao mundo?

É assombroso como, apesar destas injustiças (e muitas foram aqui omitidas), os resultados tenham sido, e continuem a ser, tão bons. E Vós, Deus, continuais a manter as mesmas leis! Continuais a confiar e amar cada homem. Esses que vós escolheis, sejam eles Patriarcas como Abraão, Profetas como Moisés, reis como S. Luís, rei de França, ou Stª Isabel de Portugal, pobres como Stª Zita, jovens como os pastorinhos Jacinta e Francisco de Fátima, idosos como o Stº Cura de Ars…, todos eles cumpriram bem as suas missões.

Quanto às leis dos homens, essas que são chamadas justas e estão prestes a ser consideradas como direitos fundamentais da humanidade (divórcio, aborto, eutanásia… não sujemos mais este texto) que frutos deram? Baixa natalidade, impostos altos por falta de mão-de-obra, infidelidade familiar, laboral, social, política, fraude… Somos levados a pensar que as injustiças divinas são bem mais justas que as justiças humanas. Foi bom, Jesus, que tivésseis vindo à Terra porque, conVosco, a nossa Terra ficou a conhecer o Vosso Reino, o Reino dos Céus. Tal como o corpo deve obedecer à sua inteligência para que a pessoa seja livre, também as leis humanas devem sujeitar-se às leis divinas para que haja paz na terra. A humanidade sabe isto há mais de 2 000 anos. Nossa Senhora, em Fátima, veio anunciar ao mundo que haveria uma nova guerra, ainda pior que a de 1914-1918, se as pessoas continuassem a ofender a Deus.

Parei de bater as teclas do computador. Perguntei-me: “Será justo estar a escrever sobre estes temas?” A pergunta parece razoável, mas noto que, desde o início deste texto, estes três santos populares, me têm estado a abençoar, corrigindo minha a injustiça. “Sim, estás longe de escrever bem e, menos ainda, de ser perfeita. Mas vai e diz, para ti e aos teus leitores: vejam as” injustiças” – as maravilhas – que Deus faz nos homens quando lhe obedecem. É por confiar tanto nos seus filhos, nos homens de boa vontade, que lhes entrega missões tão importantes como a que nós recebemos: a de dar a conhecer o seu Santo Nome.” 

[1] Fernando de Bulhões é o nome de nascimento de Stº António

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