Skip to content

A pequena revista

  • Março 2, 2026
  • Religião
  • José Maria C. da Silva André

«Há um lugar que olha para o mundo»: apresentação da revista Piazza San Pietro.

 

A pequenina revista «Piazza San Pietro», editada na basílica de S. Pedro, em Roma, ganhou projecção mundial com o novo colaborador, que responde às perguntas dos leitores. Trata-se, nada menos que o próprio Papa Leão XIV. Já vai em 100 mil exemplares e pode receber-se gratuitamente pela internet em várias línguas (www.piazzasanpietromagazine.org).

Em Julho passado, o Papa respondeu a Zaira Mainella, mãe de três filhos, que escreveu com o coração nas mãos, a ver o mundo encaminhar-se para uma nova guerra mundial: «O seu grito chega ao coração de Deus. E Deus alcança-nos sempre (…). Esta é a nossa fé e a nossa esperança, que não falha nem mesmo nas realidades mais dramáticas. (…) Isso não significa permanecer imóveis ou inertes. (…) A paz constrói-se no coração e a partir do coração, erradicando o orgulho e as reivindicações, e medindo a linguagem, pois também se pode ferir e matar com palavras, não apenas com armas. (…) É claro que a situação parece, por vezes, sem saída (…), mas por isso todos somos chamados com urgência a realizar essa purificação do coração, (…) e reforçar a nossa oração ao Deus da paz. Quanto tempo dedicamos à oração comunitária e também à oração pessoal, para invocar a paz todos os dias? (…) O desafio é conjugar a oração com os gestos corajosos necessários e a paciência fatigada dos pequenos passos. (…) Obrigado, Zaira, pela sua reflexão. Abençoo-a a si e à sua família!».

No número de Setembro, dedicado ao apelo do Santo Padre para que acabasse o conflito na Terra Santa, Veronica, estudante de medicina em Roma, também fala da perspectiva de guerra, de destruição e morte, sobretudo dos inocentes. «Que podemos fazer?». A resposta:

«Querida Veronica, antes de mais, desejo-te do coração que consigas realizar o teu sonho [de ser médica]. (…) É verdade que o mal parece dominar as nossas vidas. As guerras ceifam cada vez mais vítimas inocentes. Mas, (…) citando Santo Agostinho: “Vivamos bem e os tempos serão bons. Nós somos os tempos”. É isso mesmo, os tempos serão bons se formos bons! Para isso, devemos pôr a esperança no Senhor Jesus. Foi Ele quem despertou no teu coração o desejo de fazer da tua vida algo grandioso. É Ele quem te dará força (…) para que os tempos que vivemos sejam realmente bons». Termina: «Vale a pena. Tenho a certeza. Mantém-me informado sobre os teus estudos e o teu caminho interior. Abençoo-te de coração».

No número de Dezembro, Leão XIV responde a Antonio, psicólogo de 40 anos, de Pagani, na província de Salerno, falando do Natal.

Em Janeiro, responde a Nunzia, catequista em Laufenburg, Suíça, que luta para envolver os pais e ajudar os jovens a confiarem em Deus. «O terreno parece árido. Eu semeio, mas as plantas crescem a duras penas». O Papa conhece a situação, «comum a outros países de antiga tradição cristã». Desistir? «As horas dedicadas à catequese nunca são desperdiçadas, mesmo que os participantes sejam muito poucos. (…) O problema não são os números — que, certamente, nos fazem reflectir —, mas a falta (…) de nos sentirmos Igreja, membros vivos do Corpo de Cristo (…). Como cristãos, precisamos sempre de conversão. E devemos procurá-la juntos». A verdadeira porta da fé «é o Coração de Cristo, sempre aberto».

No número de Fevereiro, Leão XIV responde a Rocco, de Reggio Calabria (Sul de Itália), que partilha dúvidas de fé. Em poema, refere o nascer e o pôr-do-sol, o céu estrelado e a natureza, que o fazem reflectir sobre o mistério da harmonia. A poesia termina: «Acredito que não acredito, absolutamente certo do nada, continuo a ansiar por Deus. O meu drama é Deus! A minha inquietação é Deus!». A resposta recorda a frase de Santo Agostinho, dirigida a Deus: «“Tu estavas dentro de mim, mas eu estava fora de mim mesmo, e fora Te procurava!” (…) aqueles que amam Deus, que O procuram com um coração sincero, não podem ser ateus. (…) O verdadeiro problema da fé não é acreditar ou não acreditar em Deus, mas buscá-Lo! Ele deixa-Se encontrar por um coração que O procura (…) e talvez a distinção mais correcta não seja tanto entre crentes e não crentes, mas entre aqueles que buscam e aqueles que não buscam Deus». Conclui: «Veja, Rocco, todos nós temos ânsias de amor, todos nós somos buscadores de Deus. É aí que reside a dignidade e a beleza das nossas vidas».

 

 

 

Categorias

  • Conexão | Brasil x Portugal
  • Cultura
  • História
  • Política
  • Religião
  • Social

Colunistas

A.Manuel dos Santos

Abigail Vilanova

Adilson Constâncio

Adriano Fiaschi

Afonso Licks

Agostinho dos Santos

Alexandra Sousa Duarte

Alexandre Esteves

Ana Esteves

Ana Maria Figueiredo

Ana Tápia

Artur Pereira dos Santos

Augusto Licks

Cecília Rezende

Cláudia Neves

Conceição Amaral de Castro Ramos

Conceição Castro Ramos

Conceição Gigante

Cristina Berrucho

Cristina Viana

Editoria

Editoria GPC

Emanuel do Carmo Oliveira

Enrique Villanueva

Ernesto Lauer

Fátima Fonseca

Flora Costa

Helena Atalaia

Isabel Alexandre

Isabel Carmo Pedro

Isabel Maria Vasco Costa

João Baptista Teixeira

João Marcelino

José Maria C. da Silva...

José Rogério Licks

Julie Machado

Luís Lynce de Faria

Luísa Loureiro

Manuel Matias

Manuela Figueiredo Martins

Maria Amália Abreu Rocha

Maria Caetano Conceição

Maria de Oliveira Esteves

Maria Guimarães

Maria Helena Guerra Pratas

Maria Helena Paes

Maria Romano

Maria Susana Mexia

Maria Teresa Conceição

Mariano Romeiro

Michele Bonheur

Miguel Ataíde

Notícias

Olavo de Carvalho

Padre Aires Gameiro

Padre Paulo Ricardo

Pedro Vaz Patto

Rita Gonçalves

Rosa Ventura

Rosário Martins

Rosarita dos Santos

Sérgio Alves de Oliveira

Sergio Manzione

Sofia Guedes e Graça Varão

Suzana Maria de Jesus

Vânia Figueiredo

Vera Luza

Verónica Teodósio

Virgínia Magriço

Grupo Progresso de Comunicação | Todos os direitos reservados

Desenvolvido por I9