É tradição da Santa Igreja Católica dedicar os últimos sete Domingos que antecedem a festa de S. José, a 19 de Março, celebrando em simultâneo o dia do Pai, na medida em que este Santo deve ser modelo de todos os pais!
A figura deste Santo é incompreensível no mundo de hoje! Se Jesus tivesse encarnado agora ao constatar as atitudes de S. José este seria tomado por louco! O que não estaria longe da verdade, mas a sua loucura foi uma loucura de amor para com o Amor e a sua amada, a sempre Virgem Maria.
Reparemos no contraste, neste mundo onde a procura do prazer é uma constante, o convite a não querer compromissos para toda a vida e desfrutar do sexo o mais possível, S. José aceita casar com uma Virgem, abdicando de todos os direitos que são justamente consagrados a qualquer esposo na sua vida conjugal.
De facto, a Santa Igreja afirma que Nossa Senhora concebeu no Seu seio virginal e que permaneceu virgem antes, durante e após o parto. Por isso, afirmamos que S. José é pai adoptivo de Jesus, não deixando de ser um verdadeiro pai nesta Terra. Além disso, quando S. José se apercebe da gravidez de Maria, sabendo que o filho não era seu, remeteu – se ao silêncio pensando em deixá-La e acarretar com as culpas de A ter abandonado! Inexplicável, sobretudo num mundo onde com a maior facilidade se expõe a vida das pessoas e se propaga tudo, até os acontecimentos mais íntimos! É muito difícil entender que alguém, para não difamar uma pessoa, acate com as culpas de algo que não cometeu, só um grande Amor e Pureza de Coração podem explicar tal atitude.
Dizemos que “um gesto vale mais do que mil palavras”. Além deste episódio, Maria vai visitar a Sua prima Santa Isabel, S. José terá acompanhado a sua mulher, mas depois aconteceram uma de duas coisas; ou acompanhou a Virgem, mas depois regressou pois necessitaria de trabalhar para sustentar a sua família abdicando de ver a sua amada durante 3 meses, ou permaneceu junto de Maria, desprendendo-se de ganhar dinheiro e de realizar o trabalho que gostava.
Sai um decreto de César Augusto e têm de se deslocar, próximo do nascimento do Bebé, para Belém, lá não há lugar para Eles, Silêncio absoluto providenciam um curral, lê Jesus é colocado numa manjedoura, local que serve de alimento para os animais, prefigurando que ali estava Aquele que será o Verdadeiro Alimento de todos os tempos. Quem O vem visitar? Uns simples pastores e uns gentios do Oriente que relatam as peripécias porque passaram afirmando que souberam do local pois Herodes os informou após ter consultado os Doutores da Lei e os Escribas, mas onde estão estes não vieram? Parece impossível! Seria logo a nossa pergunta, mas Maria e S. José nada dizem, mais que meditar estes ruminavam tudo misto no seu coração, pensando “Deus sabe mais!” e desagravando pela gravíssima omissão!
Logo em seguida, S. José é confrontado com a fuga para o Egipto a meio da noite. Tem de acordar Maria e levar o indispensável pois não há tempo a perder! Não se despedem de ninguém e vão para um país que tem uma longa História de conflitos com a sua Terra Natal! Deus manda e S. José obedece prontamente, nos dias actuais em que obedecer é visto como algo negativo e todos queremos mandar, é difícil entendermos tanta rapidez em fazer o que Deus quer sem pedir explicações de nenhum gênero, nem quanto tempo vão estar, para que zona vão, nada!
Quando chega o momento de regressar, S. José fá-lo prontamente, mas como a sua obediência não limita o discernimento, com medo de Arquelau vai para Nazaré, fazendo cumprir sem ele talvez dar por isso, a profecia relatada nas Escrituras “há-de chamar-Se Nazareno.