Criar galinhas para consumir seus ovos e alimentá-las apenas com milho, sem ração, exige que as mesmas complementem os nutrientes em campo aberto. O problema é que elas começaram a “esconder” os ovos no meio das moréias e outros esconderijos. Mantê-las confinadas até uma certa hora do dia não gerou o resultado esperado: os nichos de postura ficavam frequentemente vazios.
Proibir que saíssem até o meio da tarde não seria uma boa solução, sobretudo na estação com poucas horas de luz, além de começarem a bicar os ovos e darem cabo de alguns deles …
O que fazer? Decidi recorrer à técnica antiga do ovo indez.
Compramos ovos de plástico e os distribuímos em três nichos. A decisão mostrou-se acertada, ainda que algumas das galinhas tenham mantido a escrita e continuassem a libertar seu cacarejar de alívio em esconderijos naturais. Menos mal. A produção voltou a estabilizar.
Não me perguntem como as galinhas se deixam enganar por ovos plásticos, muito mais leves que os naturais, mas o certo é que a mágica se dá. Tanto que na semana passada a mágica atingiu um nível inesperado: uma das galinhas passou a chocar dois ovos plásticos e ainda permanece, dias a fio, a sacrificar-se por nada.
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Ao contrário da Argentina, onde os jovens deram um basta no peronismo e foram protagonistas na eleição de Milei, por aqui a juventude ainda proclama que a saída é pela esquerda, vencedora nas regiões mais pobres do país.
Conversei com um amigo que reside no nordeste sobre o continuísmo de um mesmo partido a despeito dos péssimos indicadores nas áreas de segurança, saúde e educação. A cada pleito as promessas são desentranhadas do Vade Mecum do vale-tudo e vociferadas em palanques com mais mentirosos por metro quadrado da nossa história. E a mágica se repete sob a batuta de líderes que controlam currais e vendem seu desempenho na garantia de votos nas urnas.
Como lidam com sórdidos como eles, tais líderes cobram adiantado a metade, porque depois da eleição podem não receber coisa alguma.
O controle bandido da votação é realizado pelos números da ata de cada seção eleitoral. O mesmo amigo, de inteligência acima da média, me alertou para um perigo do qual eu sequer suspeitara: o voto impresso. Ferramenta válida para evitar fraudes e portanto louvável, no nível de criminalidade em que vivemos o voto impresso pode ser, pasmemos, instrumento de controle total dos “curralistas” pelos curraleiros. Em que ponto chegamos …
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Quando vejo a juventude imbecilizada pelo continuísmo do que já se mostrou incapaz, corrupto, atrasado e embusteiro, confesso que quase desanimo. Mas esta sensação não dura mais que minutos, porque a saída está diante de nossos olhos: a informação e a divulgação da verdade, trabalho que a imprensa desintoxicada pode realizar com mais rapidez do que supomos.
Os movimentos que se pretendem revolucionários proclamam a posse da solução final, o domínio completo sobre o caminho da felicidade. A partir deste pressuposto, defensores da dignidade humana, trabalham com a idéia de destruir todos os dissidentes, com autojustificação: os contrários impedem a redenção humana e portanto liquidá-los é uma ação purificadora.
O nazismo e o comunismo seguiram à risca esta cartilha, com uma esteira de expurgos e crimes que envergonham a história. O nós contra eles é uma abreviatura de tal presunção.
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Uma das coisas que me incomodam muito é a deterioração de algumas universidades públicas, pichadas e dominadas por agentes de esquerda, por wokistas e por toda sorte de protestantes contra tudo e todos. Em meio à nítida esculhambação, uns e outros proclamam “conquistas”, que sobriamente avaliadas retratam apenas e tão somente uma montanha parindo um rato.
Esta gente destruiu a ordem e a formalidade de instituições superiores de ensino, desencaminhadas que foram por ativistas que se travestem de professores, mas militam dia e noite para a conquista da hegemonia cultural.
Ainda que em contexto diferente, o filme “Ovo da serpente”, dirigido por Ingmar Bergman (https://www.youtube.com/watch?v=M0WqyFnNsiE), mostra como a engenharia social pode assumir níveis diabólicos para controle das massas.
No Brasil o ovo da serpente foi trabalhado astuciosamente pela chocadeira da marca Gramsci, gerando milhares de multiplicadores ideológicos, com farta colheita entre uma juventude inculta e arrogante, que se acha paladina social, cheia de boas intenções, que julga inexistente nos contrários, aos quais adjetiva como insensíveis, egoístas e retrógrados.
Esta gente preenche as fileiras do exército progressista, como galinhas no ninho a chocar o ovo indez do progressismo. Nada nascerá, assim como não serão cumpridas as promessas dos que juram, há décadas, em palanques circenses, que acabarão com a fome.
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Por falar em ovo da serpente, o maior deles foi chocado no próprio ninho da Igreja pela teologia da libertação. Promovendo a luta de classes, foi pregada pelos padres ditos progressistas às comunidades eclesiais de base.
Muitos católicos saudaram este cenário como o caminho para a Igreja recuperar fiéis, que vinha perdendo em ritmo acelerado, e cumprir seu papel pela via da opção preferencial pelos pobres. De permeio alguns sacerdotes se empolgaram e passaram a agir politicamente, tomando parte de passeatas e até mesmo participando da invasão de terras.
Isto não é papel da Igreja, até porque – como me disse um iraniano, com pleno conhecimento de causa,- a política acaba sujando a religião. Não deu outra.
João Paulo II, que combatera o comunismo, deu o tom ao advertir Ernesto Cardenal, padre sandinista, em sua visita à Nicarágua (https://www.youtube.com/watch?v=Eajz1ejyGvU). Caía a fantasia da teologia da libertação, corpo sedicioso, estranho, pernicioso, com a pregação patética de que o marxismo pode ensinar algo à Igreja.