Há quarenta anos, em Agadir, Marrocos, dizia-nos um Padre católico que havia ali bastantes conversões de muçulmanos, a viver na clandestinidade. Os refugiados e as crises econômicas na Europa, hoje, deixam aos progressistas ideológicos menos tempo para as questões fraturantes. Muitos não reparam na mudança dificilmente digerível, para alguns deles, ateus e agnósticos, e para os católicos incomodados pela abertura do Papa Francisco e do atual.
Cresce o número de muçulmanos que se convertem a Cristo e à vida cristã de “catacumbas”. O jornal de Londres, The Times, falava, há dez anos de 15% dos muçulmanos da Europa já convertidos. Outros, dizem que em 20 anos terá havido mais muçulmanos convertidos que nos treze séculos anteriores.
Razões? Primeiro, o chamamento de Cristo; e mais liberdade religiosa também conta por permitir decisões pessoais de mudança de religião. O facto de que mais muçulmanos se abrem para o valor da igual dignidade entre homens e mulheres, do disparate das guerras religiosas, dos castigos de apedrejamento das mulheres e doutras incoerências defendidas por extremistas dessa religião.
Ao lado da vida de oração sincera, o clima de liberdade na Europa leva muitos à conversão. Pergunta um convertido: “É Deus que me chama à verdade do Evangelho que liberta…porque é que me hão de querer impor o Islão?” Uma certa Europa pagã resiste a acolher refugiados. Será por não se converterem ou, antes, por se poderem converter à fé cristã. Já pensariam alguns que os cristãos iam desaparecendo, e agora enfrentam a frustração da falência ideológica anticristã das suas posições fraturantes e hostis à Igreja.
A declaração sobre liberdade religiosa do Concílio Vaticano II continua a surpreender e incomodar os “donos” da liberdade, de um lado e do outro. As questões sobre as escolas públicas e privadas não serão alheias ao medo da liberdade religiosa: temem uns que as escolas imponham a fé cristã aos alunos; e outros que sejam manipulados para os levar à “fé” nas questões fraturantes: “casamentos” gays, eutanásia, barrigas de aluguer, libertinagem sexual, questiúnculas de “género”, relativismo, etc…
A liberdade religiosa e a dignidade da pessoa humana são valores muito sérios sujeitos à manipulação. Durante séculos poderes despóticos suprimiram a liberdade religiosa, mas a humanidade, como um todo, não sucumbiu. Durante décadas espreitaram os etnocídios do mais forte contra o mais fraco da ideologia darwinista, nietzschiana, do nazismo hitleriano e do estalinismo “enlouquecido”.
Mais recentemente emergiram dezenas de extremismos daeshista, jihad, secularismo fraturante e “animalismo” caricato em conflitos e guerras difusas.
A “Magnifica Humanidade”, cantada por Leão XIV com a presença do Senhor da História acabará por rejeitar os corpos estranhos à sua identidade. A conversão ao Evangelho estará a endurecer as medidas de repressão contra os cristãos em dezenas de países em que são perseguidos os que abraçaram a fé cristã e aqueles que se preparam para isso. Virá a falência de estratégias das minorias, inimigas da liberdade de aderir a Jesus Cristo?
Entretanto, a evangelização missionária fora e dentro da Europa, abre-se às surpresas. Alguns católicos, por respeito humano, pouco esperam a surpresa de conversões de muçulmanos à fé cristã. Aos extremistas de esquerda, que não sabem destas surpresas, será bom refletir no tema da Mensagem de Leão XIV para o dia das Missões: sobre o nosso “ser um em Cristo e unidos na missão”.
Muitas conversões a Cristo estarão a decorrer neste mundo conturbado e confuso.