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Caminho o meu caminho

  • Julho 17, 2022
  • Cultura
  • Ernesto Lauer

“Todos estes que ai estão

Atravancando o meu caminho

Eles passarão

Eu passarinho”. (Mário Quintana)

Como homem urbano, caminho por aí, valendo-me das calçadas, testemunhando o crescimento da cidade. Vai muito longe no tempo, o início desta caminhada. Caminhando e andando fui enxergando o avançar de toda uma estrutura urbana, em satisfação de nossas necessidades de moradia e locomoção, assegurada pela digna segurança.

É mais do que evidente, como poetiza Mário Quintana, nosso caminho foi muitas e muitas vezes atravancado pela imperícia, imprudência e negligência dos que deveriam tê-lo mantido seguro e desimpedido.

Asfaltam-se ruas, abertas ao trânsito; certamente, a melhoria implicará no aumento do tráfego de veículos. Como alguns motoristas abusam da velocidade, logo quebra-molas e lombadas são solicitadas e instaladas, como garantia aos pedestres e ciclistas.

As primeiras ruas de nossa cidade foram traçadas e abertas por Tristão Fagundes e, ao depois, pelo Barão do Jacuí, outras quatro. Observem como, nos idos de 1800, as ruas longitudinais foram largas, nem se vislumbrando o trânsito de carros, por inexistirem. Foi uma previsão ao futuro.

Com o andar do tempo, outras ruas foram abertas e, ao depois, calçadas com pedras irregulares. Ao tempo dos prefeitos Germano Henke e Hélio Alves de Oliveira estas ruas começaram a ser asfaltadas. O trânsito de veículos aumentou gradativamente.

A classe média, no início, não tinha condições de adquirir um veículo automotor. Com a facilidade de crédito, especialmente os consórcios das próprias montadoras, a aquisição tornou-se possível. E os fuscas começaram a trafegar pelas ruas mais amiúde. De repente, as ruas tornaram-se exíguas ao tamanho da circulação de automóveis e caminhões.

O Governo Municipal saiu em busca de alternativas a normalizar a trafegabilidade urbana. O plano viário sofreu transformações, não sei se para melhor ou para pior. Quem vier da beira-rio, da alta Ramiro, por exemplo, para chegar ao estacionamento do IMEC ou ao SESC tem que fazer uma grande volta e alcançar a Santos Dumont, para então chegar ao seu destino final.

É isto: nossos caminhos continuam atravancados; as esquinas são palco para malabaristas, que até aliviam as tensões. Agora até é possível encontrar-se lugares para estacionar nas ruas do centro. Infelizmente tenho um grande sentimento: pessoas estacionam seus veículos em áreas reservadas aos deficientes físicos e idosos.

Nova prova de que nosso caminho está atravancado. Mas deixa estar: Eles passarão! O verbo passar indica transitoriedade, pois os problemas são efêmeros, eventuais e irão se dissipar. A pessoa pode ser comparada ao PASSARINHO, que significa liberdade para alçar as asas (no caso pernas) e chegar a um outro lugar, sem tais percalços.

Singrando as águas do Rio Paraguai, a bordo de um grande barco/hotel, padeci de um mal psíquico, conhecido como Síndrome do Pânico. Não estava caminhando, mas em movimento, num barco impulsionado por um motor.

Amigos e companheiros me apoiaram e uma lancha levou-me ao ponto de partida e ao hospital, onde recebi o diagnóstico. E eu passarinho; por avião cheguei antecipadamente em casa.

 

 

 

 

 

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