Ciranda da Vida – Ao pé do ouvido

Ando pelas lonjuras Por um caminho sem dono Respiro ar fresco da brisa Ao encontro à natureza. A singular aragem Em tuas mãos oclusa Esvai-se… Não consegues retê-la. São como as juras Pares enamorados Trocam, rostos colados Ao pé do ouvido! Até parece extravagância, nesses dias que correm, lembrar pormenores de um […]
Ciranda da Vida – Saudades

Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já… (Pablo Neruda) É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas, teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento das horas ponha um frêmito em teus cabelos… (Mário Quintana) Andei campeando por tantas e inúmeras […]
Ciranda da Vida – Motoristas de Praça

Pois lá pelos anos de muito antigamente, por essas paragens da São João do Montenegro, corria pela cidade, de calça curta, uma camisa simples (feita em casa) e alpargatas roda. Um guri, morando numa rua de chão batido, em uma casa de madeira, ao lado do prédio da loja/fábrica Lauer & Kauer (hoje Casa […]
Ciranda da vida – Páscoa, Ressurreição, Perdão

A NÓS OUTROS, SEPTUAGENÁRIOS/ ACORDAR A CADA DIA/ SOB A LUMINOSIDADE DO ASTRO REI, / REMETE AO AGRADECIMENTO/ DAQUELES TANTOS QUE NOS CONDUZIRAM/ AO ALCANÇAR TÃO PROVECTA IDADE. LINDAS, CHEGAVAM AO MAR/ NO AMANHECER DO DIA/ O SOL PRESSÁGIO DE SARDAS/ A COMPROMETER A ALVURA DA PELE/ FICAVA AO LONGE/ NA AURORA DE MAIS […]
Ciranda da Vida – Antigos Armazéns II

Entre mágoas sombrias, momentâneos lampejos: vagas felicidades, inatuais esperanças. (Cecilia Meireles) O engraçado, mas nada assim transparece, são os lampejos de um tempo, uma simples lembrança, quando alguém te faz rememorar. Recordo, simplesmente para aguçar lembranças, dar asas à imaginação em voo ao passado que nos foi comum. Pois lá vamos nós, dar continuidade […]
Ciranda da Vida – Antigos Armazéns

“De que são feitos os dias? – De pequenos desejos, vagarosas saudades, silenciosas lembranças” (Cecília Meireles). Nas minhas divagações e lembranças, muitas delas silenciosas, busco no passado as coisas que nos foram comuns. Ando pelas ruas da cidade, muitas vezes só em pensamento, a recordar os moradores, as antigas casas de negócios e […]
Ciranda da Vida … Tempo de Criança

“Na roda do mundo/ lá vai o menino. / O mundo é tão grande e os homens tão sós. / De pena, o menino /começa a cantar. (As cantigas afastam as coisas escuras.) Mãos dadas aos homens, / lá vai o menino, na roda da vida/ rodando e cantando” (Vitor Fiuza). Lá no […]
Ciranda da Vida – O Centro

Pelas ruas da cidade, muito caminhei! Neste tempo de provecta idade Os passos encurtam A distância diminui… Minha cidade Pelas tuas ruas já não caminho… Como d’antes. Da Ramiro até a José Luiz, antes do Posto Texaco, seguia, por muitos dias, a comprar carne no açougue, antes ali existente. Carregava um cestinho e o […]
Ciranda da Vida – Beira-rio

Pois bem! Sou como um menino, sentado à beira de um rio, com algumas pedras na mão. Volto ao tempo de incerteza, de raiva, de medo… Volto a ser aquele que lança as pedras! E me perco do que as recolhe… (Álvaro de Azevedo). Lá pelo final do ano de 1949, quando vim morar, […]
Ciranda da Vida – Convidado do Sereno

Quando ela dança Se livra da máscara mundana Deixa para trás seus sapatos, seus compromissos e suas preocupações Desliza para dentro do veludo e da exaltação E deixa sua pele envolvê-la gentilmente Como uma luva sobre sua alma (Artur F). “Divertimentos em Montenegro de antigamente, além das festas de Igrejas, só existiam […]