Ciranda da Vida – O Tempo e o Hoje

O tempo corre sempre De repente para… Como parou Aos nossos avós, pais e amigos próximos Quanto, o tempo, a eles significou? Uma vida, traduzida numa fração de segundos Anos… agora nada mais significam.   Com o avançar da idade, questionamentos surgem mentalmente: Quanto de tempo a mim resta? Certamente não o tanto pelo qual […]

Ciranda da Vida – Tipos folclóricos

  Eu conto, segundo contado foi Os contos despertados Pela imaginação popular Muitos reais, outros conjecturados Se foram ou não… Lendas contadas Fizeram parte daqueles que Viveram a um tempo, por este lugar.   Os anos corriam pelo início de 1970. De repente, em certa noite, duma sexta-feira qualquer, quando os alunos dos cursos noturno […]

Ciranda da Vida – Antigamente

Universo a abrigar A nós outros, sonhadores Em busca das raízes De tantos quantos Por aqui quedaram antes.   Somos saudosistas Ou simples memorialistas, A rememorar a ancestralidade, Dos que deram causa Ao nascer… E desenvolver Da santa terra de São João do Montenegro   Como meu pai era comerciante, lembro muito bem do custo […]

Ciranda da Vida – Meus vizinhos II

Minha rua de chão batido Guris jogando bola, Brincando de esconde-esconde Lutando de mocinho   Brinquedos em madeira Feitos por mãos imberbes As crianças da minha rua Seguiram brincando Enquanto o tempo lhes permitiu.   Na ciranda da vida, continuo minha trajetória, sempre envolto pelas brumas da imaginação. Não tenho como descortinar nuances de fatos […]

Ciranda da vida – Meus vizinhos

Sentimentos são como a bruma            Sentimentos são liberdade São águas da cachoeira                          A cantar de uma paixão Um branco véu de espuma                    Uma pontada de felicidade Fluindo em uma vida inteira.                  Num cantinho do coração. Foi assim, em versos de poeta desconhecido, encoberto pela fumaça da neblina, a envolver o passado, que minha mente alçou […]

Ciranda da vida –  Rio de nossa juventude

    Em águas que correm                              Um rio, saudades! Um rio serpenteia                                      Tarde quentes de verão Divide a terra, rasga o solo                      A nadar em suas águas Por margens definidas.                             Pescar nas suas barrancas   Saudades, lembranças! Aos olhos da imaginação Descortino… Os guris Num mundo mágico Ao longo do rio … O rio da […]

Ciranda da vida – Casas de comércio

No espaço-tempo os eventos passados sempre guardam lugar. Dos antigos armazéns conhecimento e lembrança comigo sempre estarão.   Na Montenegro de antigamente, muitas eram as casas de comércio espalhadas pelo município. Dentre elas, os armazéns se sobressaíam. A cidade era bem servida no ramo de secos e molhados, praticamente existindo um em cada quadra. Variavam […]

Ciranda da vida – Se (“If”)

Se podes conservar o teu bom senso e a calma No mundo a delirar para quem o louco és tu… Se podes crer em ti com toda a força de alma Quando ninguém te crê…Se vais faminto e nu, Trilhando sem revolta um rumo solitário… Se à torva intolerância, à negra incompreensão, Tu podes responder […]

Ciranda da vida – Do tempo do lampião

  Lampiãozinho a querosene inesquecível Que aos meus pais iluminou na flor da idade Hoje apagado sem pavio sem combustível Mantém acesa a chama viva da saudade (música de Zé do Cedro e João do Pinho).   Pois, lá vamos nós, novamente, em devaneio, retroceder no tempo… Sou do tempo do lampião a querosene, do […]

Ciranda da vida – Tempos de guri

Das ruas perpendiculares ao rio, até o final dos anos 50, praticamente só a Ramiro Barcelos estava aberta para mais acima, em direção aos Pinheiros. Na Capitão Cruz situava-se o Campo do Operário, um pouco acima da Santos Dumont (onde depois foram construídas casas pelo seu Lerch, pai da Ingrid).  As ruas Cap. Porfírio, João […]